Breaking News

Chove veneno: pesquisa encontra agrotóxicos na água da chuva em cidades de SP

🌧️ Chuva contaminada em SP?
🧪 Estudo detecta 14 agrotóxicos na água da chuva em Campinas, Brotas e São Paulo
🚨 Incluindo pesticidas proibidos no Brasil e tóxicos para abelhas e fertilidade
🐟 Risco real para a vida aquática e alerta para a saúde humana
💬 É hora de rever o que estamos jogando no ar — e colhendo da chuva.

Chove veneno: pesquisa encontra agrotóxicos na água da chuva em cidades de SP

A água que deveria renovar e nutrir está trazendo um alerta invisível: agrotóxicos estão caindo do céu em cidades paulistas. Uma pesquisa brasileira publicada na revista científica Chemosphere revelou a presença de 14 pesticidas diferentes na chuva que cai sobre São Paulo, Campinas e Brotas. A descoberta é preocupante, especialmente para a vida aquática, mas levanta também um sinal de risco para a saúde humana.

O estudo, conduzido por especialistas da Unicamp, aponta que a maior concentração foi registrada em Campinas, com 701 µg/m², seguida por Brotas (680 µg/m²) e, por último, a capital paulista (223 µg/m²). A explicação? Parte dos agrotóxicos aplicados nas lavouras evapora, se aloja na atmosfera e volta ao solo misturado às gotas de chuva, contaminando rios, reservatórios e o próprio solo — muitas vezes a quilômetros do local original da pulverização.

O Brasil é, atualmente, o maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Em 2022, utilizou mais de 800 mil toneladas de pesticidas, superando os EUA em cerca de 70%, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). O estado de São Paulo ocupa o segundo lugar no ranking nacional de consumo, atrás apenas do Mato Grosso.

Entre os compostos encontrados, o mais recorrente foi o herbicida atrazina, presente em todas as amostras coletadas. Em seguida, o carbendazin, um fungicida proibido no Brasil, apareceu em 88% das amostras, o que acende um alerta ainda mais grave. Já o tebuthiuron, outro herbicida, foi detectado em 75% das coletas — sendo essa a primeira vez que ele é encontrado na água da chuva.

Outros nomes perigosos também figuram na lista: 2,4-D, ligado a problemas de fertilidade, e fipronil, altamente tóxico para as abelhas. Apesar de estarem dentro dos limites legais para água potável, muitos desses compostos não possuem limites definidos para exposição por chuva. A ciência alerta: a exposição constante, mesmo em pequenas doses, pode ter efeitos cumulativos e perigosos.

O dado mais alarmante do estudo é que três inseticidas e dois produtos de degradação apresentaram quociente de risco superior a 1, o que significa que, sozinhos, já representam uma ameaça real para a vida aquática.

Enquanto seguimos debatendo limites seguros, a natureza já está dando seu aviso: a chuva não é mais tão pura quanto deveria.

 

disponível para venda na Amazon:  https://a.co/d/0gDgs0S 

Sobre josuejr54 (4392 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Linkezine

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading