Na vitrine do agro, Zema transforma Agrishow em palanque contra o STF
Pré-candidato intensifica discurso de confronto em SP
Na vitrine do agro, Zema transforma Agrishow em palanque contra o STF
Pré-candidato intensifica discurso de confronto em SP
Em meio ao brilho das máquinas agrícolas, aos corredores lotados e ao ambiente de negócios que movimenta bilhões em Ribeirão Preto, um discurso político rompeu o roteiro tradicional da Agrishow nesta terça-feira (28). O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, escolheu a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina para reforçar um embate que vem ganhando musculatura: a crítica direta ao Supremo Tribunal Federal.
Vestindo uma camiseta preta com a frase “chega de intocáveis”, Zema transformou a aparição em uma espécie de manifesto visual. A mensagem, longe de ser casual, surge em meio à escalada de tensão com ministros da Corte, especialmente após Gilmar Mendes solicitar investigação sobre publicações feitas pelo ex-governador de Minas Gerais nas redes sociais. As postagens, em tom satírico, miravam Gilmar e Dias Toffoli no contexto das discussões envolvendo o Banco Master.
Diante do público do agronegócio — um setor historicamente receptivo a discursos de enfrentamento institucional e de cobrança por segurança jurídica —, Zema elevou o tom. Disse que Brasília vive isolada da realidade nacional, cercada por “ar-condicionado e bajuladores”, e voltou a sustentar a tese de que o Judiciário precisa passar por uma reforma profunda.
A fala não foi apenas uma reação ao inquérito em curso. Ela também serviu como ensaio de posicionamento eleitoral. Ao insistir na defesa de um “Supremo sem rabo preso”, Zema acena para uma parcela conservadora do eleitorado que tem no questionamento às instituições um dos pilares do discurso político desde os últimos ciclos eleitorais.
Questionado sobre a acusação de disseminação de fake news, o pré-candidato afirmou estar tranquilo e classificou suas manifestações como sátiras legítimas dentro do ambiente democrático. A estratégia é clara: converter a pressão judicial em capital político e sustentar a narrativa de enfrentamento.
Quando o assunto migrou para 2026, Zema repetiu a fórmula de outsider que o impulsionou em 2018. Falou em credibilidade, ficha limpa e na necessidade de união das forças de oposição em um eventual segundo turno contra o PT. Sobre alianças, indicou que as articulações seguem sob responsabilidade da direção nacional do Partido Novo.
Na Agrishow, entre tratores de última geração e cifras bilionárias, Zema deixou evidente que sua pré-campanha pretende trafegar em terreno de confronto. E, ao que tudo indica, o Supremo seguirá no centro dessa estrada.
Entre tratores e discursos, Zema fez da Agrishow um recado político direto para Brasília. #Politica2026 #Agrishow2026
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