Pinhão: o superalimento do outono que vai além da tradição
Pinhão: o superalimento do outono que vai além da tradição
Com a chegada do outono, ele volta aos holofotes — e não é só por seu sabor. O pinhão, semente da Araucária, conquista o paladar e o corpo, graças à sua riqueza nutricional. Encontrado com mais facilidade entre março e agosto, ele é muito mais do que um ingrediente típico das festas juninas. É saúde em forma de semente.
Muito além das festas juninas
Nativo das regiões Sul e de áreas mais elevadas do Sudeste, o pinhão tem uma história que antecede a colonização: era consumido por povos indígenas em rituais e refeições. Hoje, ainda integra tradições como a “sapecada” — celebração em que os pinhões são assados em galhos da própria araucária, ao ar livre.
Mas o que antes era visto apenas como parte de celebrações, agora ganha espaço nas discussões sobre alimentação funcional.
Pinhão: pequeno no tamanho, gigante nos nutrientes
Essa semente carrega uma combinação poderosa: fibras, proteínas, ferro, potássio, cálcio, magnésio, zinco, vitamina C, além dos ácidos graxos ômega 6 e 9. Tudo isso com baixo teor de gordura e sódio.
Segundo a nutricionista Kathleen Zelman e o presidente da ABRAN, Durval Ribas Filho, os benefícios vão muito além da nutrição básica. Veja por que o pinhão merece estar no seu prato:
- Coração protegido: consumir pinhão três vezes por semana pode ajudar a reduzir o risco de insuficiência cardíaca e arritmias;
- Saciedade prolongada e controle glicêmico: fibras e proteínas mantêm o açúcar no sangue estável, ajudando no equilíbrio da insulina;
- Cérebro em dia: ácidos graxos ômega-3 ajudam na reparação das células cerebrais;
- Pele mais saudável: a vitamina E contribui para uma pele mais firme e hidratada;
- Combate à anemia: ferro e cobre auxiliam na prevenção e absorção adequada do ferro.
Atenção: diabéticos ou pessoas com resistência à insulina devem consumir com moderação e orientação profissional, já que o pinhão também contém carboidratos.
Como consumir com segurança e sabor
Cru, o pinhão pode ser tóxico. Por isso, o ideal é cozinhá-lo ou assá-lo. O preparo é simples: lave bem, coloque na panela de pressão, cubra com água e cozinhe por 30 a 40 minutos. Depois, é só escorrer e descascar.
Versátil, ele pode virar farinha sem glúten — uma ótima alternativa para celíacos — e compor pratos como saladas, risotos, farofas, massas, bolos e doces.
Uma porção diária de oito unidades já é suficiente para aproveitar todos os benefícios.
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