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Ultraprocessados e mortes evitáveis: estudo internacional acende alerta global

Estudo internacional com dados do Brasil revela que o consumo de ultraprocessados está ligado ao aumento de mortes prematuras. A cada 10% a mais desses alimentos na dieta, o risco de morte sobe 3%. Ações urgentes para promover alimentação saudável são essenciais para salvar vidas!

 Ultraprocessados e mortes evitáveis: estudo internacional acende alerta global

Um novo estudo internacional, com participação do Nupens/USP, traz uma revelação alarmante: o consumo de alimentos ultraprocessados está diretamente associado a um aumento significativo nas mortes prematuras evitáveis. Publicada no American Journal of Preventive Medicine, a pesquisa analisou dados de oito países, entre eles o Brasil, e lança luz sobre a urgência de repensarmos diretrizes alimentares e políticas públicas.

Segundo o estudo, a cada aumento de 10% na presença de ultraprocessados na dieta, o risco de morte por todas as causas cresce 3%. Em países como os Estados Unidos, onde mais de 50% da ingestão calórica provém desses produtos, estima-se que, somente em 2018, 124 mil mortes prematuras poderiam ter sido evitadas.

Eduardo Fernandes Nilson, principal autor da pesquisa, ressalta que o impacto à saúde não se limita ao excesso de sódio, gorduras e açúcares. O processamento industrial intenso, aliado ao uso de aditivos cosméticos como corantes e emulsificantes, também exerce efeitos deletérios sobre o organismo.

Os ultraprocessados – como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados e macarrão instantâneo – vêm substituindo refeições tradicionais baseadas em alimentos frescos. Embora em países de alta renda o consumo esteja estável, nas nações de média e baixa renda ele segue em crescimento, agravando a carga de doenças crônicas e a mortalidade prematura.

“A proporção de mortes atribuíveis varia de 4% em países de baixo consumo a quase 14% nos de alto consumo de ultraprocessados. Esses números reforçam a necessidade de políticas globais que estimulem padrões alimentares mais saudáveis”, destaca Nilson.

O estudo rompe com abordagens anteriores, que focavam apenas em nutrientes isolados, e propõe uma visão mais abrangente sobre o papel do processamento na saúde pública. O alerta é claro: reduzir a presença de ultraprocessados à mesa é uma ação vital para a longevidade e bem-estar da população mundial.

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1 comentário em Ultraprocessados e mortes evitáveis: estudo internacional acende alerta global

  1. fotoemcasa fotografia // 15/05/2025 às 9:26 pm // Responder

    Boa matéria 👏 👏

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