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INSS na mira: novo presidente assume em meio a escândalo bilionário e promete ressarcir aposentados

Novo presidente do INSS assume no meio do escândalo de R$ 6,3 bilhões desviados de aposentados. Gilberto Waller promete ressarcimento e fim das fraudes. Descubra como funcionava o esquema e o que vem por aí. ⚖️💸

INSS na mira: novo presidente assume em meio a escândalo bilionário e promete ressarcir aposentados

Gilberto Waller Júnior herda um INSS em crise e se reúne com AGU e CGU para definir plano de devolução dos valores desviados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vive uma de suas maiores crises. Após o escândalo que revelou o desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, nesta quarta-feira (30), o procurador federal Gilberto Waller Júnior como novo comandante do órgão, substituindo Alessandro Stefanutto, demitido após denúncias de conivência com o esquema.

Já em seu primeiro compromisso oficial, Waller participa nesta sexta-feira de uma reunião com representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para discutir os caminhos do ressarcimento às vítimas da fraude, que envolveu associações suspeitas e uma cadeia de irregularidades que abalou a credibilidade do sistema previdenciário.

Segundo relatório da CGU, uma única associação chegou a filiar mais de 250 mil aposentados em abril de 2024 — um número alarmante, com picos de 1.500 filiações por hora. A prática indica uma possível inserção automatizada de descontos ilegais nos contracheques, sem o consentimento dos beneficiários. Os valores eram descontados para serviços que raramente eram prestados, como acesso a academias ou planos de saúde.

As investigações da Polícia Federal apontam que as entidades envolvidas falsificaram assinaturas e utilizaram um sistema paralelo de biometria — criado pelas próprias associações — sem qualquer tipo de validação oficial. Mesmo alertado pela Dataprev sobre os riscos do modelo alternativo, Stefanutto aprovou sua adoção, abrindo caminho para um aumento vertiginoso de descontos irregulares: de menos de 10 mil para mais de 780 mil em apenas um mês.

Em janeiro de 2025, mesmo com o sistema oficial de biometria em operação, o então presidente do INSS prorrogou novamente o uso da biometria paralela. A CGU já havia recomendado o bloqueio, mas foi ignorada. A suspeita de favorecimento às entidades é cada vez mais evidente.

O caso ganhou contornos ainda mais graves quando a Polícia Federal apreendeu, na semana passada, mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa de um agente policial. Segundo os investigadores, o policial federal Philipe Roters Coutinho foi filmado conduzindo dois suspeitos do esquema em área restrita do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A pressão política agora recai sobre o ministro da Previdência, Carlos Lupi, acusado de conivência com o modelo fraudulento. Sua permanência no cargo será decidida com base em uma “avaliação política”, segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Diante desse cenário de descrença e indignação, o novo presidente do INSS enfrenta a missão de reerguer a instituição, recuperar os recursos desviados e, principalmente, restabelecer a confiança dos milhões de brasileiros que dependem da Previdência Social para viver com dignidade.

 

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