“Fazer o Ar”: Iole de Freitas lança livro da exposição com encontro especial no Paço Imperial
“Fazer o Ar”: Iole de Freitas lança livro da exposição com encontro especial no Paço Imperial
Neste sábado, 10 de maio, o Paço Imperial se transforma em palco de um encontro raro entre arte, palavra e presença. A artista plástica Iole de Freitas lança o livro da exposição “Fazer o Ar”, às 15h30, na Sala dos Archeiros, e às 16h30 participa de uma conversa gratuita com o curador e poeta Eucanaã Ferraz e o artista visual e poeta João Bandeira, autores de textos inéditos presentes na publicação.
Mais do que um registro da mostra, o livro — com 120 páginas e organização de Eucanaã e Rara Dias — é uma extensão da própria obra de Iole, reunindo fotografias inéditas de nomes como Vicente de Mello, Ricardo Miyada, Maria Camargo, entre outros, além de um diálogo profundo entre os autores e a artista, realizado em seu ateliê. A publicação será vendida no local por R$90 em valor promocional, e depois estará disponível na livraria Blooks.
Uma artista que transforma ar em matéria
A exposição “Fazer o Ar”, prorrogada até o dia 18 de maio, reúne 16 obras inéditas, muitas delas com dimensões monumentais. Entre os destaques, os “Mantos” — construções poéticas em papel glassine preenchido com ar, areia, água e cola — e as esculturas da série “Algas”, feitas em aço inox, mostram a habilidade da artista em dar forma ao invisível, provocando o espaço com leveza e intensidade.
“Gosto de deslocar a funcionalidade das coisas, subvertendo-as: tomo a capa da coisa e faço dela substância da forma”, explica Iole.
Na última sala, a obra “Escada”, também em aço inox, acompanha um vídeo com a performance da artista e de seu neto Bento Dias — uma composição que mistura arquitetura, corpo e memória. A peça, inédita em sua montagem atual, encerra a visita com a mesma força poética que atravessa toda a exposição.
Entre a dança, a escultura e o ar
A obra de Iole de Freitas, que traz em sua formação a dança contemporânea, encontra no espaço expositivo uma coreografia silenciosa. O único Manto vermelho da exposição remete diretamente às cortinas dos teatros, como as do Theatro Municipal, onde ela dançou:
“A cor rubra traz uma dramaticidade que ficou impregnada em mim”, comenta.
A mostra é uma experiência visual e sensorial, e o livro, mais do que um catálogo, é uma peça que amplia o alcance dessa experiência — um testemunho delicado e potente da artista que fez do ar, escultura.
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