Eduardo Bolsonaro propõe prisão em El Salvador para criminosos brasileiros
Eduardo Bolsonaro propõe prisão em El Salvador para criminosos brasileiros
Proposta de Eduardo Bolsonaro visa transferir presos para mega presídio
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a chamar atenção nas redes sociais ao defender publicamente que brasileiros detidos nos Estados Unidos — e supostamente ligados ao crime organizado — cumpram pena em El Salvador, país que abriga o maior presídio de segurança máxima do mundo, o CECOT.
A proposta foi apresentada em vídeo divulgado no canal “Timeline”, comandado pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, no domingo (11). Nele, Eduardo detalha conversas com aliados do ex-presidente Donald Trump, com o objetivo de viabilizar a transferência de presos para a penitenciária salvadorenha. Segundo ele, a medida visa combater facções como o PCC e o Comando Vermelho, que atuariam em território norte-americano.
“Eu cheguei a fazer alguns contatos dentro da administração Trump […] para que esses brasileiros bandidos cumpram suas penas nos presídios de El Salvador”, declarou.
CECOT: símbolo da política de mão dura de Bukele 🔒🇸🇻
Eduardo relata ter visitado duas vezes o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), inaugurado pelo presidente Nayib Bukele, que transformou El Salvador de “país mais violento do mundo” em um dos mais seguros, segundo o parlamentar. “É algo realmente sensacional. Ali é cana braba”, afirmou.
A proposta, ainda em fase inicial, dependeria de os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Com isso, presos poderiam ser deportados e encarcerados fora do país com base em leis como a Alien Enemies Act, utilizada por Trump para deportar centenas de venezuelanos ligados a gangues, muitas vezes sem julgamento.
Brasil resiste a adotar mesma linha dos EUA 🇧🇷⚖️
Apesar da pressão de Eduardo Bolsonaro, o governo Lula descarta classificar as facções como grupos terroristas. O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, afirmou à Reuters que a legislação brasileira exige motivações como intolerância religiosa ou racismo para caracterizar terrorismo — o que não se aplica ao PCC ou Comando Vermelho.
A proposta de Eduardo reacende o debate sobre cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas também levanta alertas quanto ao respeito aos direitos humanos. O sistema prisional salvadorenho é acusado de tortura, prisões arbitrárias e mortes sob custódia: só no primeiro ano do estado de exceção decretado por Bukele, foram 159 óbitos em presídios, 28 deles violentos.
O Departamento de Estado dos EUA, ao ser questionado, afirmou que as reuniões com autoridades brasileiras focaram em sanções e combate ao narcotráfico, sem confirmar os detalhes divulgados por Eduardo Bolsonaro.
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