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Programa Mais Médicos alcança recorde de inscritos e amplia cobertura nacional

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Programa Mais Médicos alcança recorde de inscritos e amplia cobertura nacional

O Programa Mais Médicos atingiu um marco histórico com 45.792 profissionais inscritos em seu edital mais recente. Trata-se do maior número desde o lançamento da política pública em 2013. A atual seleção visa preencher 3.064 vagas distribuídas por 1.618 municípios e 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), ampliando a presença médica em áreas remotas e de maior vulnerabilidade social.

Além do recorde de inscrições, o programa registra outro feito: atingiu 28 mil vagas ativas, sendo 25 mil já preenchidas, consolidando-se como um dos pilares do sistema de atenção primária à saúde no Brasil.

Perfil dos candidatos e expansão da cobertura

Entre os inscritos, 93% são brasileiros, e a maioria é composta por mulheres — 26.864 candidatas, o equivalente a 58% do total. Do universo de brasileiros inscritos, 25.594 têm registro no país, enquanto 16.789 são graduados no exterior. Há ainda 3.309 estrangeiros habilitados para atuar com o Registro do Ministério da Saúde (RMS).

Conforme as regras do edital, médicos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) têm prioridade no preenchimento das vagas. Os resultados finais estão previstos para o dia 27 de maio.

Hoje, o Mais Médicos cobre aproximadamente 63,3 milhões de brasileiros, com atuação em mais de 4.500 municípios. A nova fase do programa, fortalecida no atual governo, segue expandindo seu alcance com foco em equidade no acesso à saúde pública.

Desigualdade na distribuição de médicos no Brasil

Apesar do aumento no número de profissionais da saúde, a distribuição segue desigual. Segundo a Demografia Médica 2025, o Brasil deve fechar o ano com 635.706 médicos, uma taxa de 2,98 por mil habitantes — ainda abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 3,7 por mil.

O contraste é visível: enquanto o Distrito Federal possui 6,28 médicos por mil habitantes, estados como o Maranhão têm apenas 1,27. A região Sudeste lidera com 334 mil médicos e uma média de 3,77 por mil habitantes, enquanto a região Norte registra 1,70, bem abaixo da média nacional.

Crescimento acelerado da formação médica

Nos últimos cinco anos, o Brasil formou 116,5 mil novos médicos, resultado da rápida expansão de cursos de Medicina. De acordo com o Censo da Educação Superior, o país tinha 266.507 alunos matriculados em 2023 — crescimento de 158% em relação a 2010. O avanço é muito superior ao aumento geral do ensino superior no período, que foi de 55,8%.

A expectativa do Ministério da Saúde é que, com a ampliação contínua do programa e da formação médica, o Brasil se aproxime da média da OCDE nos próximos anos, especialmente se mantiver políticas públicas voltadas à redistribuição de profissionais em regiões menos assistidas.

 

 

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