Crime no congelador: mulher que matou o marido é presa em SC
🧊 Crime no congelador: mulher que matou o marido é presa em SC
A pedagoga Cláudia Tavares Hoeckler, de 42 anos, foi presa novamente no último sábado (1º), após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou o direito de ela aguardar o julgamento em liberdade. Cláudia confessou ter assassinado o marido, Valdemir Hoeckler, de 43 anos, em Lacerdópolis (SC), após supostos anos de abusos físicos, psicológicos e sexuais.
O crime chocou o país pela frieza da execução: em novembro de 2022, ela dopou o companheiro com soníferos, asfixiou-o com uma sacola plástica e escondeu o corpo no freezer da cozinha, cobrindo-o com alimentos congelados.
📍 “Vou fazer o que a Justiça determinou”, afirmou Cláudia em vídeo nas redes sociais, antes de se entregar na Penitenciária Feminina de Chapecó.
Premeditação e falso relato de desaparecimento
Inicialmente, Cláudia havia sido autorizada a aguardar o julgamento em liberdade, utilizando tornozeleira eletrônica, após colaborar com as investigações e relatar uma história de longa violência doméstica. No entanto, o Ministério Público recorreu ao STJ, que apontou premeditação, ocultação de cadáver e falso relato de desaparecimento, determinando a reversão da liberdade provisória.
As autoridades descobriram o crime após perceberem uma contradição envolvendo o freezer da casa. Um vizinho relatou que o eletrodoméstico, antes vazio, apareceu subitamente repleto de alimentos congelados — o que chamou atenção da polícia. Ao revistar o equipamento, os agentes encontraram o corpo de Valdemir escondido entre os produtos congelados.
⚖️ A versão apresentada por Cláudia à Justiça relata um histórico de agressões e estupros praticados por Valdemir. Ela afirmou que decidiu matá-lo após anos de violência, sendo o episódio final uma agressão pública durante uma confraternização.
Defesa, estratégia e reviravolta no caso
Cláudia era defendida por um advogado que cobrava R$ 250 mil pela causa, mas decidiu mudar de defensor ao não conseguir arcar com os honorários. Optou por contratar Matheus Molin, advogado que trabalha sob o modelo “causa de sucesso” — em que o pagamento só é feito em caso de absolvição.
Agora, com a prisão restabelecida e à espera do Tribunal do Júri, o caso volta aos holofotes, levantando discussões delicadas sobre feminicídio reverso, violência doméstica e os limites entre autopreservação e justiça com as próprias mãos.
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


Terrível
Bom conteúdo 👍
Mundo perdido