Reparação histórica: pescadores recebem auxílio quase 10 anos após tragédia
Reparação histórica: pescadores recebem auxílio quase 10 anos após tragédia 🌊✊
Governo Federal inicia pagamento de renda a atingidos pela Barragem do Fundão
Nesta sexta-feira (11), o Governo Federal deu um passo decisivo em direção à justiça social e ambiental para milhares de brasileiros afetados pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em 2015. Em uma cerimônia realizada em Linhares (ES), com a presença do presidente Lula e do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, foram apresentados os avanços do Novo Acordo do Rio Doce, que prevê reparações estruturadas e duradouras para populações impactadas nos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais.
O acordo contempla pescadores e pescadoras artesanais, comunidades tradicionais, quilombolas e povos indígenas de 48 municípios atingidos, garantindo medidas como o Programa de Transferência de Renda (PTR), que iniciou seus pagamentos no último dia 10. O benefício prevê 1,5 salário mínimo mensal por 36 meses, seguido de 1 salário mínimo por mais 12 meses, a ser pago pela Caixa Econômica Federal.
Além do PTR, o Plano de Reestruturação da Pesca e Aquicultura (PROPESCA) receberá um aporte de R$ 1,5 bilhão, somando um investimento previsto de R$ 2,44 bilhões ao longo de 20 anos. Deste total, R$ 1,5 bilhão vêm da União, R$ 489 milhões do governo de Minas Gerais e R$ 450 milhões do Espírito Santo.
“Estamos empoderando os pescadores e cumprindo nossa missão de garantir políticas públicas eficazes. Essa reparação mostra o compromisso do presidente e da equipe com os brasileiros e brasileiras que dedicam suas vidas à pesca”, afirmou o ministro André de Paula.
Durante o evento, o presidente Lula entregou pessoalmente cartões do PTR a pescadoras da região e destacou o simbolismo do momento:
“Os companheiros esperaram quase 10 anos. Em dois anos de governo, conseguimos fazer valer o direito à reparação. E isso é só o começo”, declarou.
Além da compensação financeira, o acordo destina ainda R$ 7,8 bilhões para comunidades tradicionais e R$ 493 mil para quitar dívidas previdenciárias dos pescadores, garantindo o acesso à previdência especial para quem foi atingido.
A medida representa não só um alívio financeiro, mas também o reconhecimento do sofrimento e da resistência das comunidades impactadas por um dos maiores desastres socioambientais do país. Agora, a reconstrução de vidas e territórios ganha novos contornos — com dignidade, apoio estatal e justiça.
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