Alckmin fala em avanço sobre minerais estratégicos e EUA querem diálogo
🇧🇷🇺🇸 Alckmin fala em avanço sobre minerais estratégicos e EUA querem diálogo
Comitê fará atualizações semanais e EUA mostram interesse em lítio e nióbio
O vice-presidente da República e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (24) que a pauta dos minerais críticos “pode avançar”, em meio ao crescente interesse dos Estados Unidos no setor estratégico. Durante coletiva de imprensa, Alckmin ressaltou que o tema é vasto e merece atenção especial.
A declaração ocorre em meio às negociações comerciais com os EUA, após a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, e que deve entrar em vigor no dia 1º de agosto.
Para lidar com o cenário, Alckmin anunciou a criação de um comitê de atualização semanal, que divulgará boletins todas as segundas-feiras, às 11h, com o progresso das tratativas comerciais, incluindo o setor mineral.
“É um setor que exporta pouco para os EUA, mas importa muito. A balança é extremamente favorável para eles”, pontuou.
Estados Unidos querem mais: lítio, nióbio e parcerias
Paralelamente, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, recomendou que a missão brasileira ao país — composta por empresários do setor minerário — seja adiada para setembro ou outubro, já que o mês de agosto coincide com o período de férias nos EUA.
Durante visita ao Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Escobar revelou que há interesse direto do governo norte-americano em estabelecer acordos estratégicos com o Brasil, com foco em minerais como lítio e nióbio — essenciais para setores de alta tecnologia, como baterias, semicondutores e veículos elétricos.
A reunião com o Ibram contou com a presença do presidente Raul Jungmann e do vice-presidente Fernando Azevedo, e serviu para alinhar expectativas quanto à missão comercial e possíveis parcerias bilaterais no setor de mineração.
Diplomacia e estratégia mineral
Mesmo evitando confirmar tratativas formais com os EUA, o governo brasileiro reconhece a importância geopolítica dos minerais críticos e a necessidade de explorar esse potencial com responsabilidade e estratégia. O avanço nas conversas pode representar novos investimentos, acordos comerciais e fortalecimento da indústria nacional.
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