🛡️ Moraes reage a sanções de Trump e diz que STF não cede a intimidações
🛡️ Moraes reage a sanções de Trump e diz que STF não cede a intimidações
Em discurso firme e direto nesta sexta-feira (1º), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as sanções impostas contra ele pelo governo dos Estados Unidos serão ignoradas e que a Corte não se dobrará a ameaças covardes. A declaração ocorreu durante a cerimônia de abertura do novo semestre do Judiciário.
“Ações prosseguirão. O rito do STF não será afetado. Este relator vai ignorar as sanções e continuar exercendo suas funções normalmente”, afirmou o ministro, referindo-se à inclusão de seu nome na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, uma legislação norte-americana voltada a casos de corrupção e violações de direitos humanos.
Moraes é o primeiro ministro de uma Suprema Corte no mundo a ser alvo dessa legislação.
Defesa da Justiça e da soberania nacional
O ministro foi categórico ao afirmar que há uma tentativa coordenada de desmoralizar e enfraquecer o STF por meio de pressões externas e interferências internacionais. Segundo ele, grupos organizados e políticos brasileiros estariam colaborando com governos estrangeiros para impedir o avanço das ações penais referentes aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
“Acham que estão falando com milicianos. Não estão. Estão falando com ministros da Suprema Corte brasileira”, disparou Moraes, ao denunciar o que chamou de “chantagens explícitas” para tentar interromper os julgamentos em curso.
Ele também se posicionou contra propostas de anistia inconstitucional que tramitam no Congresso e rejeitou qualquer tentativa de abrir processos de impeachment contra ministros da Corte sem base legal.
“Covardia, traição e pseudopatriotismo”
Ao longo do pronunciamento, Moraes endureceu o tom ao tratar das ações de brasileiros que, segundo ele, agem no exterior para prejudicar o funcionamento do sistema de Justiça. Em uma crítica velada ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside atualmente nos EUA e tem atuado junto a autoridades americanas para pressionar o STF, Moraes classificou tais ações como “covardes, traiçoeiras e imorais”.
“São pseudopatriotas que fugiram do país para defender interesses alheios à nação”, afirmou. Segundo o ministro, a articulação internacional desses grupos visa obstruir processos legais e blindar réus que se julgam acima da Constituição.
STF mantém julgamentos e rejeita interferências
Moraes anunciou que o STF dará continuidade aos julgamentos dos quatro núcleos das ações penais relacionadas aos atos de tentativa de golpe. Ele assegurou que a atuação da Corte será colegiada, transparente e imparcial, mesmo diante de pressões externas.
A fala de Moraes repercutiu entre autoridades do Executivo e do Judiciário. O presidente Lula publicou nota de repúdio à medida norte-americana, enquanto ministros como Luís Roberto Barroso e políticos como Rodrigo Pacheco declararam apoio ao ministro.
Sanções com motivação política
Embora a Lei Magnitsky tenha sido criada para punir violadores de direitos humanos e corruptos, a sanção a Moraes tem clara motivação política, apontam juristas e diplomatas. A medida, promovida pelo governo Donald Trump, gerou forte reação no Brasil e foi vista como tentativa de intromissão indevida na soberania nacional.
“A soberania do Brasil não será extorquida nem negociada. É fundamento da República”, declarou Moraes.
O ministro concluiu seu discurso alertando para a repetição de estratégias golpistas, que tentam provocar crise econômica e instabilidade política para fragilizar as instituições. “Não venceram antes, não vencerão agora”, afirmou.
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Boa matéria 👍