🔥🇻🇪 ‘Yes, peace’: Maduro volta a pedir diálogo a Trump e alerta para risco de guerra
Presidente venezuelano faz apelo público e critica operações militares dos EUA.
🔥🇻🇪 ‘Yes, peace’: Maduro volta a pedir diálogo a Trump e alerta para risco de guerra
Presidente venezuelano faz apelo público e critica operações militares dos EUA.
O coro pela paz voltou a ecoar em Caracas. Em meio a um comício tomado pela juventude venezuelana, o presidente Nicolás Maduro direcionou suas palavras não apenas aos apoiadores que o cercavam, mas também a um público distante: a população dos Estados Unidos. De forma enfática, o líder venezuelano pediu que norte-americanos pressionem o governo de Donald Trump a interromper operações militares no Caribe e no Pacífico — ações que, segundo ele, reacendem o fantasma de guerras prolongadas e devastadoras.
Em entrevista à CNN americana, Maduro repetiu o apelo já feito semanas antes. “Chega de guerras intermináveis, chega de Líbia, chega de Afeganistão. Viva a paz”, declarou. Questionado sobre qual seria sua mensagem direta ao presidente dos EUA, respondeu em inglês: “Yes, peace”, numa tentativa de reforçar o discurso conciliador. Paralelamente, garantiu que seu governo não teme ataques, afirmando que as autoridades venezuelanas estão “ocupadas com o povo, governando com paz”.
Enquanto Maduro falava, o clima geopolítico da região esquentava. Horas antes, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciara a operação “Lança do Sul”, ação militar destinada ao combate ao narcotráfico no hemisfério ocidental. Segundo ele, a missão, conduzida pelo Southern Spear e pelo Comando Militar do Sul, busca “defender a pátria e remover narcoterroristas” da região. Em janeiro, uma operação semelhante já havia sido realizada, utilizando sistemas autônomos de vigilância.
Os impactos dessas ofensivas vêm gerando controvérsia. Ao longo das últimas semanas, barcos no Caribe e no Pacífico foram alvos de ataques norte-americanos, deixando mais de 70 mortos. Enquanto Washington afirma que se tratavam de traficantes de drogas, familiares das vítimas sustentam que muitos eram apenas pescadores.
A tensão aumentou após a divulgação, pela CBS, de que altos funcionários militares apresentaram a Trump novos planos para possíveis ações na Venezuela, incluindo ataques terrestres. A reunião, realizada na Casa Branca, contou com a presença de Hegseth e do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, mas nenhuma decisão final foi tomada.
Com o porta-aviões USS Gerald Ford reforçando a presença militar dos EUA no Caribe, o cenário se torna ainda mais imprevisível. Em meio à escalada, Maduro mantém o discurso de resistência, enquanto pede que a paz — sua palavra-chave — prevaleça sobre qualquer avanço militar.
Em discurso forte, Nicolás Maduro pediu paz e criticou novas operações militares dos EUA no Caribe. A tensão aumenta na região — e o apelo do líder venezuelano ganha novo peso. #Geopolitica #Venezuela #EstadosUnidos #CriseInternacional
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