✊🏿🎨🔥 Museu da Cultura Cearense reabre com mostra que celebra territórios quilombolas
Exposição marca novo ciclo do MCC e reforça protagonismo de comunidades negras no Ceará
✊🏿🎨🔥 Museu da Cultura Cearense reabre com mostra que celebra territórios quilombolas
Exposição marca novo ciclo do MCC e reforça protagonismo de comunidades negras no Ceará
O Museu da Cultura Cearense (MCC), no Centro Dragão do Mar, retoma suas atividades após pouco mais de dois meses de manutenção e inaugura, no próximo dia 29 de novembro, uma das mostras mais significativas de sua história recente. “QUILOMBOLAS: Tecendo Territórios de Liberdade” chega como gesto de escuta, reconhecimento e presença — uma convocação para olhar os quilombos não como notas de rodapé da história, mas como territórios vivos, que seguem produzindo saberes, tecnologias e modos de existir fundamentais para o Ceará contemporâneo.
A abertura, marcada para as 16h, reunirá mais de 20 representantes de territórios quilombolas, reforçando o caráter coletivo que sustenta a curadoria assinada por Cícera Barbosa, Joseli Cordeiro e João do Cumbe. Dois deles, curadores quilombolas, levam à exposição suas trajetórias, memórias e práticas comunitárias, ampliando o diálogo entre museu e território. A programação inclui rodas de conversa, apresentações artísticas, discotecagem e visita guiada — tudo gratuito e aberto ao público.
A mostra integra o Festival Afrocearensidades, iniciativa do Governo do Ceará, e apresenta mais de 150 itens entre objetos, fotografias, sons e frases. O acervo se organiza a partir do conceito de “Transfluências”, formulado por Nêgo Bispo, pensando as experiências quilombolas como paisagens em movimento, onde trocas não são apenas informação, mas circulação de afetos, técnicas e cuidado coletivo.
Longe de reforçar a ideia de quilombo apenas como espaço de refúgio passado, a exposição assume outra narrativa: a de que quilombos são projetos de mundo — vivos, presentes, múltiplos. Para Joseli Cordeiro, trata-se de um gesto inédito, revelando que a verdadeira luz do Ceará nasce de corpos e territórios que sempre resistiram. “O quilombo não é passado: é futuro tecido junto”, destaca.
A reabertura marca também uma nova fase para o MCC. Durante o período de fechamento, foram realizadas intervenções estruturais para eliminar infiltrações e garantir segurança do acervo. O museu revisitou seus planos museológicos, ampliou equipes, reforçou o Educativo e fortaleceu processos de documentação e preservação.
Para Camila Rodrigues, superintendente do Dragão do Mar, esta retomada é simbólica: “Reabrimos as portas, mas quem ilumina esse novo ciclo são os territórios quilombolas.”
O MCC volta a abrir as portas com uma mostra potente e coletiva: “Quilombolas”, um mergulho em territórios vivos, saberes e resistência. 🎨✨ #CulturaViva #Afrocearensidades #TerritóriosDeLiberdade #DragãoDoMar
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