Arte, memória e diálogos globais na nova mostra de Roméo Mivekannin 🔥
A invenção das narrativas que costuram passado e presente
A invenção das narrativas que costuram passado e presente
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo abre suas portas, em 13 de dezembro, para uma mostra que promete ampliar o debate sobre memória, identidade e circulação de imagens. “A História Inventada e a Invenção de Histórias”, primeira exposição de Roméo Mivekannin no Sudeste brasileiro, reúne 41 obras que articulam a produção do artista em Paris com peças históricas do próprio acervo da instituição. Ao colocar lado a lado 27 criações recentes e 14 obras da coleção permanente, o museu propõe um diálogo que atravessa tempos, técnicas e geografias.
Integrante do calendário oficial França–Brasil 2025, a mostra conta com apoio do Consulado da França e reforça a cooperação cultural entre os dois países. Mivekannin parte de autorretratos sobrepostos a imagens do repertório europeu, costurando tecidos reutilizados, dobras e marcas de uso como elementos estruturais de sua linguagem. Esse processo, que reaproveita materiais e desloca iconografias, coloca em debate a permanência e a reinvenção das narrativas visuais.
Indigo, diásporas e fronteiras simbólicas
Entre os destaques, está o conjunto da série “Indigo”, no qual o artista incorpora tecelagens e padrões geométricos associados a tradições têxteis africanas. Essa abordagem dialoga diretamente com pesquisas afro-brasileiras representadas por nomes como Emanoel Araujo, Rosana Paulino, Tiago Gualberto, Sidney Amaral e Otávio Araujo. São obras que, cada uma à sua maneira, revisitam aspectos da presença negra, da diáspora e das camadas simbólicas que compõem a arte produzida entre deslocamentos e memórias.
O percurso internacional de Mivekannin reforça a dimensão global desse debate. Seus trabalhos já ocuparam instituições como o Louvre-Lens, na mostra The flip side of time, e a Fondation H, em Madagascar, com Correspondances. Em ambos os contextos, o artista reafirmou sua investigação sobre a circulação de imagens, ampliando o repertório que agora chega a São Paulo.
Um convite ao olhar e à escuta
Instalada no Parque Ibirapuera, a exposição segue até março de 2026 e se insere como um convite à observação cuidadosa. Em cada obra, Mivekannin mobiliza camadas visuais, tecidos e histórias reapropriadas que instigam o público a revisitar narrativas conhecidas e imaginar outras possíveis.
Roméo Mivekannin chega ao Museu Afro Brasil com uma mostra que costura história, identidade e diálogos entre África, Brasil e Europa. Uma experiência para sentir e interpretar. ✨ #ArteContemporanea #CulturaAfro #FrancaBrasil2025 #MuseuAfroBrasil
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