Sandálias, política e polarização: quando o marketing vira campo de batalha 🔥📢
Campanha da Havaianas com Fernanda Torres provoca reação de políticos e expõe tensões ideológicas
O que era para ser apenas mais um comercial de fim de ano acabou se transformando em um episódio emblemático da polarização política brasileira. Uma campanha da Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres, desencadeou uma onda de críticas e pedidos de boicote por parte de políticos de direita, levando o debate ideológico para um território até então improvável: o das sandálias.
No vídeo, Fernanda Torres fala sobre expectativas para o novo ano e brinca com a expressão “pé direito”. Em tom leve, propõe começar 2026 “com os dois pés”, na estrada, na porta ou onde se quiser, valorizando iniciativa e entrega pessoal em vez de sorte. A mensagem, comum no vocabulário publicitário, foi interpretada por parlamentares conservadores como uma provocação política — especialmente pela associação da atriz a posições progressistas.
A reação mais viral partiu do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que publicou um vídeo jogando um par de Havaianas no lixo. Em sua fala, criticou a escolha da atriz e afirmou que a marca teria abandonado seu caráter “nacional”. O gesto foi replicado por outros nomes do campo conservador. A deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou que, se a marca não os queria, o sentimento seria recíproco. Já o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) anunciou nas redes: “Havaianas nunca mais”.
O movimento ganhou contornos de campanha simbólica. O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) reforçou o discurso com a frase “quem lacra não lucra”, expressão recorrente em críticas a marcas que se posicionam em temas culturais ou políticos. A tentativa de boicote, no entanto, não ficou sem resposta.
Parlamentares governistas reagiram exibindo seus próprios chinelos da marca. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) destacou a defesa da democracia e declarou que compraria novos pares como presente. Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) ironizou o episódio ao afirmar que “até marca de chinelos virou ameaça ideológica”. O deputado Rogério Correia (PT-MG) elogiou o produto, classificando-o como democrático e acessível.
O episódio evidencia como o consumo e a publicidade passaram a refletir disputas políticas mais amplas. Em um país marcado por divisões profundas, até campanhas publicitárias aparentemente neutras podem ser reinterpretadas como posicionamentos ideológicos. No fim, a controvérsia revela menos sobre sandálias e mais sobre o momento social: quando tudo é político, até o pé que dá o primeiro passo vira motivo de disputa.
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Gado é gado sempre irá ser guiado. Portanto, até comercial é feito bandeira ideológicas da estrema direita, manda esses reacionários acordarem e passarem a viver o mundo real.