🎯 Quilombo do Jaó ganha exposição digital e amplia vozes da memória afro-brasileira 📢🔥
Mostra virtual do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo revela história, saberes e resistência quilombola em São Paulo
A história do Brasil é feita de camadas que nem sempre ocupam o centro dos livros, mas seguem pulsando nos territórios, nas tradições e na memória coletiva. É a partir desse olhar que o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresenta a exposição Quilombo do Jaó, disponível ao público em formato digital até 1º de fevereiro de 2026. A mostra convida a uma imersão sensível na trajetória de uma das comunidades quilombolas mais antigas do estado de São Paulo, localizada em Itapeva.
Construída em diálogo direto com lideranças locais e profissionais da educação da comunidade, a curadoria propõe uma narrativa que vai além do registro histórico. Fotografias e relatos visuais revelam o cotidiano do Quilombo do Jaó, seus modos de vida, práticas agrícolas, manifestações culturais e a luta contínua pela terra e pela afirmação da identidade quilombola.
Fundado entre 1889 e 1897 pelo casal Joaquim Carneiro de Camargo e Josepha Paula Lima, o quilombo abriga hoje mais de 300 pessoas, organizadas em cerca de 78 famílias. Ao longo das décadas, a comunidade preservou saberes ancestrais, histórias populares da cultura brasileira e iniciativas que fortalecem a economia comunitária e a educação quilombola.
Um dos destaques da exposição é a valorização da Escola Municipal Quilombola Josepha de Paula Lima, reconhecida por integrar a história da África e da diáspora africana ao currículo escolar. Ali, o conhecimento é transmitido entre gerações por meio de práticas culturais como a capoeira e o maculelê, que funcionam tanto como expressão artística quanto como ferramenta de afirmação identitária.
A mostra integra o Projeto Quilombos Paulistas, desenvolvido em parceria com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo, dentro do Programa Conexões Museus SP. Para Janderson Brasil Paiva, analista responsável pelo programa no Museu Afro Brasil, a iniciativa reafirma um compromisso institucional. “A exposição amplia o acesso do público às histórias afro-brasileiras e reforça a importância de difundir essas narrativas também no ambiente virtual”, afirma.
Ao adotar o formato online, Quilombo do Jaó rompe barreiras geográficas e convida públicos de diferentes regiões a refletirem sobre a presença, a resistência e a contribuição das comunidades quilombolas na formação social e cultural do país. Mais do que uma exposição, trata-se de um espaço de escuta, reconhecimento e continuidade da memória.
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