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Irã sobe o tom e ameaça reagir a EUA e Israel em meio a protestos sangrentos

Escalada de tensões externas ocorre enquanto manifestações internas já somam mais de 116 mortos

Irã enfrenta protestos sangrentos e eleva ameaça contra EUA e Israel, ampliando tensão regional e global. #Linkezine 🌍

O Irã voltou a ocupar o centro do tabuleiro geopolítico neste domingo (11), ao alertar que responderá militarmente contra Israel e bases dos Estados Unidos caso seja alvo de um ataque americano. A declaração surge em um momento de extrema pressão interna, com protestos populares que já deixaram ao menos 116 mortos, segundo dados do grupo de direitos humanos HRANA, divulgados pela agência Reuters.

A fala iraniana ocorre um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que os norte-americanos estão “prontos para ajudar” os manifestantes, ao mesmo tempo em que classificou o país persa como alguém que “busca a liberdade”. Para Teerã, o discurso soou como provocação direta. Autoridades iranianas acusam Washington de estimular os protestos e de atuar nos bastidores para desestabilizar o regime.

Desde o fim de 2025, as ruas iranianas vêm sendo tomadas por manifestações contra o governo do aiatolá Ali Khamenei. O movimento, inicialmente fragmentado, ganhou força e violência, espalhando-se por diferentes regiões do país. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal na sexta-feira (9), Khamenei foi categórico: afirmou que não haverá recuo e classificou os manifestantes como “vândalos” e “sabotadores”.

Ali Larijani, conselheiro do líder supremo e chefe da principal agência de segurança do país, elevou ainda mais o tom ao declarar que o Irã está “em plena guerra” e que parte dos incidentes teria sido “orquestrada no exterior”. Para o regime, a crise interna e a pressão internacional fazem parte do mesmo conflito.

Do outro lado, os Estados Unidos rejeitaram as acusações. Um porta-voz do Departamento de Estado classificou as falas iranianas como “delirantes”, afirmando que o governo de Teerã tenta desviar o foco de seus próprios problemas internos. Enquanto isso, a repressão estatal se intensificou, segundo relatos da agência AFP.

Analistas apontam que o atual cenário é o mais grave desde os protestos de 2022, desencadeados após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. A diferença agora é o contexto internacional: o Irã enfrenta fragilidade após conflitos com Israel, o enfraquecimento de aliados regionais e o restabelecimento, em setembro, de sanções da ONU ligadas ao seu programa nuclear.

Entre ameaças externas e revolta interna, o país vive um momento decisivo — e potencialmente explosivo.

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