Todd Haynes em foco: CCBB SP recebe mostra inédita com cinema, debate e diversidade
Retrospectiva gratuita reúne mais de 20 obras e revela a força do New Queer Cinema
Entre 21 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo se transforma em um ponto de encontro para quem busca cinema autoral, pensamento crítico e experiências que ultrapassam a tela. A mostra inédita dedicada ao cineasta Todd Haynes, um dos nomes centrais do cinema independente contemporâneo e pioneiro do movimento New Queer Cinema, apresenta ao público 23 títulos que ajudam a compreender a potência estética, política e emocional de sua obra.
Com curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo, a programação propõe uma leitura ampliada da filmografia de Haynes, costurada por três eixos principais: a herança vanguardista do cinema queer, o diálogo entre diferentes linguagens artísticas e o melodrama como ferramenta para expor tensões da vida privada e social. O resultado é uma retrospectiva que vai além do formato tradicional e convida o espectador à reflexão.
Reconhecido internacionalmente, Haynes construiu uma carreira marcada por prêmios e indicações. Carol (2015), seu maior sucesso comercial, recebeu seis indicações ao Oscar e figura entre os filmes mais celebrados da década. Outros títulos como Velvet Goldmine, Longe do Paraíso e Segredos de um Escândalo também entraram para a lista dos dez melhores do ano da revista Cahiers du Cinéma, consolidando seu prestígio crítico.
A mostra não se limita às obras dirigidas por Haynes. Filmes de realizadores como Douglas Sirk, Chantal Akerman, John Cassavetes e Jean Genet ampliam o diálogo estético e conceitual, revelando as influências e conexões que atravessam sua filmografia. O documentário The Velvet Underground (2021) e obras como Não Estou Lá (2007) reforçam o interesse do diretor pela construção da identidade artística e cultural.
A sessão de abertura acontece no dia 21 de janeiro, às 17h, com a exibição de Longe do Paraíso, seguida de debate comentado pelo cineasta Marcelo Caetano. Ao longo do período, o público também poderá participar de mesas de discussão, sessões comentadas, atividades educativas, um curso de oito horas sobre a invisibilidade lésbica a partir de Carol e ações de acessibilidade.
Ao reunir títulos raros, obras consagradas e atividades formativas, o CCBB São Paulo reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à arte e com a valorização de narrativas que desafiam normas e ampliam olhares.
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