Baile da Glória: o funk atravessa gerações e ocupa a Marina
Universo Spanta 2026 celebra a história, a potência e o futuro do ritmo
O verão carioca de 2026 ganha um novo capítulo quando o funk, nascido nos subúrbios e favelas do Rio, sobe ao palco da Marina da Glória. No dia 22 de janeiro, o Universo Spanta promove o primeiro Baile da Glória, um encontro que promete mais do que música: será uma travessia pela história de um dos ritmos mais influentes da cultura brasileira.
Desde 2019, o festival anima a cidade com uma curadoria diversa, mas agora o protagonismo é total do funk. A proposta é clara: mostrar como o gênero evoluiu dos bailes dos anos 1970 e 1980 até as vertentes contemporâneas, como o afro-funk e o chamado Ritmo de Cria, sem perder sua identidade popular e contestadora.
Idealizado por Diogo Castelão, o Baile da Glória nasce como um desejo antigo. Para ele, levar o funk à Marina da Glória é um gesto simbólico. “É a cidade se olhando no espelho e reconhecendo a potência criativa que vem das favelas”, resume. A curadoria artística assinada por Mateus Aragão reforça essa ideia ao propor uma verdadeira “batalha musical” entre gerações, estilos e estéticas que ajudaram o ritmo a conquistar o Brasil — e o mundo.
No palco, lendas e novos nomes se encontram. DJ Grandmaster Raphael, responsável por clássicos que atravessaram décadas, ajuda a contar essa trajetória sonora, marcada pela influência do miami bass, do freestyle e do tamborzão. Outro destaque histórico é a Equipe Pipos, de São Gonçalo, referência na consolidação das equipes de som nos bailes de rua da Região Metropolitana.
A viagem avança até os anos 1990 com Os Crias do Funk, grupo liderado por Buchecha e formado por artistas que transformaram o gênero em fenômeno nacional. Hits que marcaram gerações prometem ecoar junto ao público, criando um elo afetivo entre passado e presente.
Representando a cena atual, DJ Rennan da Penha leva o Baile da Selva do Complexo da Penha direto para a Zona Sul. Para ele, o evento simboliza ocupação e reconhecimento. “O funk não é moda, é história viva”, afirma. Completam o line-up nomes da nova cena, como Puterrier e MC Nito, mostrando que o ritmo segue em constante reinvenção.
O Baile da Glória surge, assim, como celebração e manifesto: o funk é cultura, memória e futuro — e seu lugar é onde o povo sempre esteve.
Da raiz à nova cena: o funk atravessa gerações e faz história no Baile da Glória, no Universo Spanta 2026. #FunkÉCultura #UniversoSpanta
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