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São Paulo aposta na música como ferramenta de aprendizagem em projeto inédito nas escolas estaduais

Metodologia de João Carlos Martins

Projeto leva musicalização infantil a 3 mil alunos da rede estadual de SP com metodologia de João Carlos Martins. #Linkezine 🎶

 

Na próxima quinta-feira (12), a Praça da República será palco de um anúncio que soa como acorde inaugural: a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), a Fundação Bachiana e a SOMOS Educação lançam um projeto inédito de musicalização infantil com metodologia do maestro João Carlos Martins. A iniciativa começa já em fevereiro, com a formação de professores de 50 escolas estaduais da capital, alcançando cerca de 3 mil alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

A proposta parte de uma convicção antiga, agora potencializada pela tecnologia: a música como aliada direta da aprendizagem. Com aulas on-line estruturadas por João Carlos Martins, em parceria com Eduardo Maueski e a equipe editorial da SOMOS, o conteúdo foi desenhado para desenvolver ritmo, coordenação motora, linguagem e memória — tudo com recursos simples já presentes na sala de aula, como carteiras, papéis e lápis.

“O meu desejo é realizar o sonho de Heitor Villa-Lobos, que queria fechar o Brasil em forma de coração por meio da música, desde a infância”, afirmou o maestro. A ideia é que, ao final do ciclo, alunos do 5º ano sejam capazes até de ler partituras, ampliando o repertório cultural e cognitivo.

Segundo Diogo Canhadas, da Diretoria de Modalidades da Seduc-SP, o projeto contempla diferentes perfis: dos apreciadores em potencial aos aspirantes à carreira musical, passando pelos entusiastas e os chamados “diamantes a serem lapidados”. A experiência piloto já indicou resultados animadores: 60% dos alunos relatavam em casa o que haviam aprendido nas aulas.

Além do impacto artístico, a musicalização dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atendendo habilidades específicas da área de Arte — como identificação de gêneros musicais, exploração de sons do cotidiano e experimentação de composições.

A plataforma Plurall dará suporte contínuo aos professores, que poderão ser tanto docentes de Arte quanto pedagogos dos anos iniciais. O rigor metodológico se soma à inspiração artística.

A trajetória de Kauã Lopes de Carvalho, ex-aluno da rede estadual e participante do projeto “A Música Venceu”, idealizado pelo maestro há mais de uma década, ilustra o potencial transformador da iniciativa. Hoje violoncelista e professor, ele sonha integrar uma orquestra sinfônica. “Aprendi disciplina e descobri minha profissão”, conta.

Entre acordes e cadernos, São Paulo aposta que a música pode ir além do palco — e se tornar instrumento de transformação social.

 

Quando a música entra na sala de aula, o aprendizado ganha ritmo.  #EducaçãoPública
#TransformaçãoSocial

 

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