Motorista é preso após beijar frentista sem consentimento em MT
Caso ocorreu em posto de Nova Mutum
Era início da noite de sábado quando a rotina de trabalho em um posto de combustíveis de Nova Mutum, a 269 quilômetros de Cuiabá, foi interrompida por um episódio de violência. Por volta das 20h55, no Posto 29, na Avenida Perimetral das Samambaias, no bairro Industrial Sul, uma frentista de 30 anos foi vítima de importunação sexual enquanto exercia suas funções.
Segundo informações registradas pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, a funcionária relatou que foi agarrada à força por um motorista de caminhão e beijada sem consentimento. O ato ocorreu em plena área de atendimento do estabelecimento.
Imagens do circuito interno de segurança, apresentadas pelo gestor do posto à polícia, confirmam o relato. Os vídeos mostram o momento em que o suspeito puxa o rosto da trabalhadora e a beija contra a vontade dela. Após a ação, a equipe policial foi acionada.
Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a vítima visivelmente abalada. O suspeito, identificado como André Silva Menezes, de 27 anos, estava na área da conveniência do posto. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia.
De acordo com a Polícia Civil, o homem deve responder por importunação sexual. Também foram registrados os crimes de assédio sexual, injúria mediante preconceito e perturbação do trabalho ou sossego alheios. Foi requisitado exame de corpo de delito, procedimento padrão em ocorrências dessa natureza.
O caso será encaminhado ao Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis de Nova Mutum, que ficará responsável pela continuidade das investigações.
A ocorrência reacende o debate sobre a segurança de mulheres em ambientes de trabalho e sobre a importância da denúncia em situações de violência. Desde 2018, a importunação sexual é tipificada como crime no Brasil, com pena de um a cinco anos de reclusão.
Enquanto a investigação segue, o episódio reforça uma discussão urgente: o respeito ao consentimento não é detalhe, é regra. E espaços de trabalho devem ser, acima de tudo, ambientes seguros.
Consentimento não é opcional. É lei. #ViolênciaContraMulher
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