Moda online cresce 11,26% em 2025, mas tecnologia trava a rentabilidade
Devoluções e fricções desafiam marcas
O carrinho virtual nunca esteve tão cheio — e, ao mesmo tempo, tão frágil. Em 2025, a moda online avançou 11,26% no Brasil, mantendo a liderança no e-commerce nacional. Com 64% dos consumidores comprando por sites, marketplaces, aplicativos e redes sociais, o setor confirma seu fôlego. Ainda assim, por trás do crescimento, um alerta: a lucratividade não acompanha o ritmo das vendas.
O diagnóstico aparece no relatório Fashion Trends 2026, divulgado pela Quality Digital. A análise aponta que o problema não está na demanda, mas na eficiência tecnológica. “Não há falta de público. Existe uma crise de eficiência em tecnologia”, afirma Marcio Paith, Sales Engineering Manager da empresa.
Um dos principais gargalos é a taxa de devolução, que se aproxima de 25% no segmento. O impacto é direto na margem. O tráfego cresce, o checkout funciona, mas a experiência não sustenta a decisão de compra. O resultado é um ciclo oneroso de logística reversa, retrabalho e erosão de receita.
Parte desse cenário reflete o novo perfil de consumidor. A moda deixou de ser apenas produto: tornou-se conteúdo, entretenimento e influência. Segundo o levantamento, 98% das marcas estão no Instagram, 64% no WhatsApp e 39% no TikTok. A descoberta acontece nas redes; a compra, onde a experiência for mais fluida. Se houver fricção, o abandono é imediato.
“O cliente está mais criterioso e menos paciente”, resume Paith. A decisão de compra continua emocional e visual, mas ocorre em um ambiente saturado de opções. Nesse contexto, tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser estratégia central.
Para Roberto Ave Faria, VP comercial da Quality Digital, a saída está na hiperpersonalização. “Não dá para oferecer tudo para todo mundo”, afirma. Ferramentas como busca inteligente, filtros por ocasião e estilo, provadores virtuais e fichas detalhadas de medidas tornam-se decisivas para reduzir erros e devoluções.
Elementos como comparações visuais, indicação de tamanho e listas de favoritos ajudam a transformar intenção em decisão consciente. Embora possam alongar a jornada, aumentam a assertividade — e, consequentemente, a margem no médio prazo.
O relatório conclui que crescer já não é suficiente. Sustentar o crescimento exige integração entre dados, tecnologia e operação. Na moda online, a diferença entre volume e rentabilidade pode estar em cada clique — e na eficiência invisível por trás dele.
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