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Geração 60+ redefine o fitness e transforma academias em espaços de longevidade

Público sênior cresce e muda o setor

Público 60+ cresce nas academias e fortalece o mercado fitness com foco em longevidade e regularidade. #Linkezine 🏋️‍♂️

Beautiful girl in the gym. A woman doing a yoga

 

Logo cedo, antes que a cidade desperte por completo, eles já ocupam esteiras, bicicletas e salas de alongamento. A cena se repete em diferentes bairros do país: cabelos grisalhos, postura firme e uma rotina que mistura disciplina e propósito. A geração 60+ está redesenhando o mercado fitness brasileiro — e os números confirmam essa virada silenciosa.

Levantamento da Tecnofit, principal plataforma de gestão para academias no Brasil, mostra que, entre 2024 e 2025, o público acima dos 60 anos foi o que mais cresceu em adesão à prática regular de atividade física. Enquanto outras faixas etárias mantiveram estabilidade proporcional, os idosos ampliaram participação, alcançando cerca de 7% da base de alunos — alta consistente frente aos 6,7% registrados no período anterior.

O avanço ocorre em um cenário de fortalecimento estrutural do setor. No comparativo anual, as academias registraram aumento de 38% no faturamento, crescimento de 6% no número de alunos ativos e elevação de 15% na frequência média, indicador central para engajamento e retenção. Mais do que novas matrículas, o mercado revela maior regularidade.

A distribuição etária confirma a estabilidade do setor: 0 a 12 anos representam 7,75% dos alunos; 13 a 28 anos, 28,05%; 29 a 44 anos, 40,74%; e 45 a 59 anos, 16,46%. A diferença está justamente no grupo sênior, cuja presença cresce de forma contínua.

Para Marcio Viana, CEO da Tecnofit, o movimento traz impacto direto no modelo de negócio. “O público 60+ valoriza acompanhamento, constância e resultados sustentáveis. Isso gera previsibilidade e fortalece a saúde financeira das academias”, afirma.

A mudança dialoga com transformações culturais mais amplas. A pesquisa A Revolução da Longevidade, realizada pela AlmapBBDO em parceria com a Qualibest e o Instituto Favela Diz, revela que apenas cerca de 30% dos idosos se consideram velhos. O envelhecer deixa de ser associado exclusivamente à idade cronológica e passa a ser entendido como estado de saúde, disposição e conexão social.

Na prática médica, o reflexo é claro. João Victor Pimentel, clínico geral da SegMedic, observa que a atividade física passou a integrar um projeto contínuo de autonomia. “O exercício deixou de ser resposta a um problema e virou estratégia para envelhecer bem”, explica.

Para o mercado fitness, o recado é direto: adaptar serviços, comunicação e infraestrutura para uma geração que não quer apenas viver mais, mas viver melhor. Se antes a academia era território majoritariamente jovem, hoje ela se consolida como espaço de convivência, prevenção e propósito. A longevidade, ao que tudo indica, também se constrói entre halteres e sorrisos matinais.

 

 

Eles acordam cedo, treinam firme e provam: longevidade também se constrói na academia. #LongevidadeAtiva #MercadoFitness

 

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Sobre Andreia Trojan (140 artigos)
Profissional de Educação Física Graduada pela Univercidade da Cidade. Pós- Graduada em Fisiologia do Exercício pela Faculdades Integradas Maria Thereza Pós- Graduada em Acupuntura pela Frasce https://www.facebook.com/andreiatrojan.personal/

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