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Grajaú se reconecta ao futuro com retorno do Festival Desapegue-se

Evento une cultura, clima e ação comunitária

Grajaú recebe festival que une clima, cultura e ação coletiva. #Linkezine 🌱

Foto: Francisco Vianna

Na Praça Edmundo Rego, no coração do Grajaú, o reencontro não é apenas físico — é simbólico. Após o intervalo imposto pela pandemia, o Festival Desapegue-se retorna às ruas com uma proposta que vai além da celebração: transformar o bairro em território ativo de justiça climática, memória e construção coletiva.

Criado em 2008, o evento chega à sua 124ª edição consolidado como um dos movimentos comunitários mais consistentes do Rio de Janeiro. Ao longo de quase duas décadas, já mobilizou mais de 360 mil pessoas, conectando cultura, sustentabilidade e educação em uma mesma linguagem. Agora, volta com um novo fôlego, mas mantendo suas raízes — como sugere o símbolo africano Sankofa, que inspira o projeto: olhar para trás para seguir adiante.

A retomada presencial carrega o peso e a leveza de um ciclo que nunca foi interrompido por completo. Durante os anos de distanciamento, o festival continuou vivo em redes, hortas e iniciativas locais. “Não é um recomeço, é uma continuidade transformada”, resume a idealizadora Karima Prem, ao destacar a força da memória coletiva do território.

Mais do que um evento, o Desapegue-se se estrutura como processo. Antes mesmo do fim de semana principal, escolas públicas do bairro recebem atividades voltadas à educação climática e economia circular, colocando jovens no centro do debate sobre cidades sustentáveis. A escolha não é casual: plantar consciência é parte essencial de qualquer transformação duradoura.

No sábado, a programação convida o público a ocupar o espaço urbano de forma ativa, com mutirões na horta comunitária e caminhadas que resgatam histórias e vínculos afetivos com o bairro. Já no domingo, a praça se transforma em um ecossistema de trocas — literal e simbólico. A tradicional feira, mediada por moeda social, convive com estações de reparo que incentivam o reuso e combatem o descarte.

A cultura também ocupa lugar central. Experiências imersivas, como o “Encontro com Seres do Futuro”, e iniciativas como a Biblioteca Viva ampliam a ideia de narrativa, transformando moradores em protagonistas de suas próprias histórias. O encerramento, com o Baile Charme de Madureira, conecta gerações em uma celebração que mistura identidade e pertencimento.

Comprometido com práticas sustentáveis, o festival adota padrões internacionais de gestão ambiental, busca certificação Lixo Zero e investe em acessibilidade plena. Mais do que estrutura, trata-se de visão: a justiça climática, aqui, passa necessariamente pela inclusão social.

Ao ocupar novamente a praça, o Desapegue-se reafirma que cidades são feitas de vínculos. E que, quando uma comunidade se reconhece como protagonista, o futuro deixa de ser promessa — e passa a ser construção coletiva.

Serviço:

Festival Desapegue-se
Local: Praça Edmundo Rego, Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro
Horário: sábado 8h às 17h | domingo 9h às 21h
Entrada: Gratuita, retirada de ingressos pelo Sympla
Programação completa do festival pode ser conferida no site oficial:

 

 

No Grajaú, o futuro é coletivo — e começa na praça.  #Sustentabilidade #CidadesDoFuturo

 

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