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Paço Imperial celebra 40 anos com exposição que conecta gerações e memórias

Mostra reúne artistas históricos e contemporâneos

Exposição no Paço Imperial celebra 40 anos reunindo artistas e memórias em uma grande constelação cultural. #Linkezine ✨

Paço Imperial celebra 40 anos com exposição que conecta gerações e memórias

Mostra reúne artistas históricos e contemporâneos

Há lugares que não apenas existem — eles acumulam tempo. No coração do Rio de Janeiro, o Paço Imperial é um desses espaços onde passado e presente se entrelaçam em camadas quase palpáveis. Agora, ao completar quatro décadas como centro cultural, o edifício histórico se transforma em um grande mapa sensível com a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”.

Espalhada por 12 salões e dois pátios internos, a mostra reúne cerca de 160 obras de 130 artistas, formando uma narrativa plural que atravessa gerações, linguagens e contextos. Nomes como Lygia Clark, Hélio Oiticica, Beatriz Milhazes e Maxwell Alexandre coexistem em um mesmo percurso, sem hierarquias, como pontos de uma constelação que se desenha no olhar do visitante.

A proposta curatorial, assinada por Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, parte de uma ideia simples e potente: reunir artistas que ajudaram a construir a trajetória do Paço, independentemente de as obras exibidas terem passado anteriormente pelo espaço. O resultado é uma exposição que não apenas revisita o passado, mas o reorganiza sob novas perspectivas, ampliando o diálogo entre arte contemporânea, popular e histórica.

Entre os destaques, um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx ocupa o pátio principal, trazendo a paisagem como linguagem artística. Já instalações inéditas, como “Agrupamento”, de José Damasceno, criam pontes diretas com o entorno urbano, incorporando materiais da tradicional feira da Praça XV. A mostra também reserva espaço para vídeos produzidos nas décadas de 1980 e 1990, que vão além do registro documental e se afirmam como obras autônomas.

Complementando a programação, neste sábado (11), uma mesa de conversa gratuita reúne a atual diretora e ex-diretores da instituição para discutir os caminhos de gestão do Paço ao longo dos anos. O encontro propõe um olhar sobre os bastidores que sustentaram a consolidação do espaço como referência cultural.

Mais do que uma retrospectiva, “Constelações” funciona como um exercício de memória viva. Ao reunir diferentes tempos em um mesmo ambiente, o Paço Imperial reafirma seu papel como ponto de encontro — não apenas entre obras e artistas, mas entre histórias que continuam em movimento.

Quarenta anos depois, o Paço vira constelação — e cada obra é uma estrela dessa história. #ArteContemporânea #CulturaRJ

 

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