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Entre formas e rupturas: um mergulho na arte brasileira do século XX

Exposição reúne nomes históricos em São Paulo

Exposição em São Paulo reúne grandes nomes da arte brasileira do século XX em um percurso histórico e sensorial. #Linkezine 🎨

Entre formas e rupturas: um mergulho na arte brasileira do século XX

Exposição reúne nomes históricos em São Paulo

No coração dos Jardins, em São Paulo, a Galeria Berenice Arvani se transforma em uma espécie de linha do tempo viva da arte nacional. A exposição Arte Brasileira Uma Seleção, em cartaz até 29 de maio de 2026, propõe ao visitante uma travessia sensível por diferentes momentos do século XX — daqueles em que tudo ainda era experimento até os períodos em que a arte passou a questionar a si mesma.

Parte da programação paralela da SP-Arte 2026, a mostra reúne 28 obras sob curadoria de Ricardo Camargo. Mais do que um conjunto de nomes consagrados, o projeto aposta em um recorte que privilegia a trajetória crítica e institucional dos artistas, revelando como suas produções resistiram ao tempo e ajudaram a moldar o imaginário visual brasileiro.

Logo na entrada, o visitante encontra ecos do modernismo, com trabalhos de Antonio Gomide, Di Cavalcanti, Candido Portinari e Victor Brecheret. São peças que carregam o frescor de uma época em que a arte brasileira buscava identidade própria, ainda em diálogo com influências externas. Esse primeiro momento abre caminho para uma virada estética marcada pelo rigor construtivo, representado por nomes como Luiz Sacilotto, Judith Lauand e Lothar Charoux.

A narrativa expositiva avança e ganha complexidade ao incorporar artistas que expandiram os limites da percepção. Lygia Clark, com sua fase inicial na pintura, surge como ponto de inflexão, enquanto Mira Schendel e Geraldo de Barros tensionam linguagens e suportes, trazendo novas possibilidades à cena artística.

Nos anos 1960, a exposição mergulha em um território mais inquieto. Obras de Hércules Barsotti, Claudio Tozzi, Rubens Gerchman e Wesley Duke Lee introduzem ambiguidades e críticas visuais que dialogam com transformações sociais e culturais do período. Já nas décadas seguintes, artistas como Nelson Leirner e Antonio Dias ampliam esse questionamento, incorporando ironia e reflexão conceitual.

O percurso inclui ainda escultores como Amilcar de Castro e Sergio Camargo, além de Joaquim Tenreiro, cuja produção transita entre arte, design e arquitetura. A presença de Kazmer Fejer adiciona uma camada internacional ao conjunto.

Ao final, a sensação é de continuidade: a arte brasileira não se encerra em estilos ou décadas. Ela se reinventa. E é justamente nesse movimento — entre permanências e rupturas — que a exposição encontra sua força.

 

Um passeio entre rupturas, formas e histórias que moldaram a arte brasileira 🎨  #ArteBrasileira
#ExposiçãoSP

 

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