Pitty abre bastidores da carreira e anuncia novo disco em conversa franca com Mano Brown
Cantora fala sobre coerência, criação e liberdade artística
Pitty abre bastidores da carreira e anuncia novo disco em conversa franca com Mano Brown
Cantora fala sobre coerência, criação e liberdade artística
Há encontros em que a entrevista deixa de ser formato e vira travessia. No novo episódio do podcast Mano a Mano, já disponível em vídeo no Spotify, Pitty senta-se diante de Mano Brown e Semayat Oliveira não apenas como convidada, mas como artista em estado de revisão — da própria história, das escolhas que sustentou e da urgência criativa que ainda a move.
A conversa percorre o tempo com naturalidade rara. Vai da jovem compositora que insistia em dizer o que queria, mesmo quando isso contrariava o mercado, à mulher madura que continua defendendo a coerência como eixo inegociável da obra. Em um ambiente sem pressa, Pitty fala de liberdade artística como quem fala de sobrevivência.
“Nunca fiz um disco que eu não queria escrever. Coerência é mais importante do que qualquer coisa. Eu sou inquieta artisticamente, sempre quis descobrir coisas novas”, afirma. A declaração funciona como síntese de uma carreira construída à margem da acomodação e, ao mesmo tempo, como prenúncio de novidade. Entre uma lembrança e outra, a cantora entrega em primeira mão que um novo álbum está pronto: “Esse ano a caneta ferveu, eu fiz um disco em dois meses, e é pra esse ano”.
O episódio também revisita capítulos emblemáticos da música brasileira dos anos 2000. Quando fala de “Me Adora”, Pitty expõe o curioso contraste entre a resistência inicial da indústria e a escolha definitiva do público. A faixa, hoje um de seus maiores sucessos, enfrentou recusa de rádios por conta do palavrão no refrão. “Mas é quando vai pro mundo e as pessoas escolhem a música que a gente vê dando certo”, relembra.
É nesse ponto que a entrevista ganha densidade maior do que a simples nostalgia. Ao discutir o destino das canções, Pitty reflete sobre como o tempo altera a recepção da arte, naturaliza rupturas e desloca fronteiras do aceitável. O que antes soava excessivo, depois vira hino; o que parecia nichado, torna-se coletivo.
Conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira, o encontro evita a superfície promocional e aposta em pensamento, escuta e memória. Fala-se de carreira, mas também de permanência — essa capacidade de seguir criando sem repetir fórmulas.
No fim, o episódio deixa uma impressão clara: Pitty continua em movimento. E talvez seja justamente essa recusa em estacionar que faça sua voz permanecer tão atual em um cenário sempre faminto por reinvenção.
Pitty sem filtro, Mano Brown na escuta e uma revelação: vem disco novo por aí. Esse episódio está daqueles. #MúsicaBrasileira #PodcastSpotify
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