Após rejeição histórica no Senado, Planalto vê guerra aberta e inicia ofensiva interna
Após rejeição histórica no Senado, Planalto vê guerra aberta e inicia ofensiva interna
Derrota de Messias expõe crise política
A noite de quarta-feira terminou mais pesada do que o governo previa em Brasília. Não foi apenas a derrota de um nome ao Supremo Tribunal Federal. Foi a sensação, entre ministros, líderes governistas e interlocutores do Palácio do Planalto, de que uma engrenagem antes considerada controlada falhou no momento mais simbólico. A rejeição de Jorge Messias, escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva para o STF, abriu um novo capítulo de tensão entre Executivo e Senado — e o Planalto já trata o episódio como um movimento hostil cuidadosamente arquitetado.
Messias precisava de 41 votos para ser confirmado, mas recebeu apenas 34. O número, por si só, já desmontou a narrativa de segurança construída pelo governo nas últimas semanas. Internamente, a conta era de ao menos 43 apoios assegurados após a liberação de cargos, emendas e sucessivas rodadas de articulação política. O resultado, no entanto, revelou um subterrâneo de deserções impossível de mapear em uma votação secreta.
Nos bastidores, a principal digital apontada por governistas é a do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Integrantes da base atribuem a ele a costura silenciosa da derrota e classificam a operação como uma “declaração de guerra” ao presidente da República. A avaliação predominante é de que Alcolumbre teria atuado por insatisfação desde a escolha de Jorge Messias, nome que nunca contou com seu entusiasmo e que aprofundou fissuras já abertas na relação com o governo.
O gesto do senador após a proclamação do resultado — ao se levantar, abraçar o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e cochichar algo ao ouvido — foi interpretado por aliados do Planalto como um retrato involuntário da crise: cordialidade na superfície, ruptura no subterrâneo.
Lula telefonou imediatamente para Jorge Messias, mas, paralelamente, convocou reunião de emergência no Palácio da Alvorada. A ordem agora é entender onde a blindagem política se rompeu. Nos corredores do governo, já se fala abertamente em uma operação de rastreamento para identificar senadores que prometeram voto favorável e, diante da urna secreta, migraram para a oposição.
A rejeição é inédita em 132 anos e rompe um protocolo institucional que sobrevivia desde o século XIX. Mais do que perder um indicado, Lula perdeu a ilusão de previsibilidade no Senado. E, em Brasília, quando a confiança desaparece, toda próxima votação passa a carregar cheiro de emboscada.
Brasília amanhece em modo desconfiança: a derrota de Messias virou crise aberta entre Planalto e Senado. #PolíticaNacional #BastidoresDeBrasília
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