Breaking News

Anna Maria Maiolino transforma silêncio em gesto na performance KA

Artista leva manifesto poético ao Museu do Amanhã

Performance de Maiolino transforma gesto em denúncia poética.
Arte e política se encontram no Museu do Amanhã. #Linkezine 🎭

Anna Maria Maiolino transforma silêncio em gesto na performance KA

Artista leva manifesto poético ao Museu do Amanhã

O átrio do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, será tomado por um silêncio carregado de significado no próximo 7 de maio. É nesse espaço amplo, atravessado por luz e circulação, que a artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino apresenta KA, uma performance que condensa memória, política e corpo em estado de alerta. A ação acontece às 15h, em apresentação única, e carrega o peso simbólico de uma trajetória que atravessa décadas.

A obra é uma reinterpretação de Entrevidas, criada em 1981, período marcado por tensões políticas no Brasil. Agora, em versão atualizada, a performance ganha novos contornos ao dialogar com o presente. No centro da ação, ovos espalhados pelo chão criam um território frágil e instável. Sobre ele, Maiolino, acompanhada por integrantes de seu estúdio e artistas convidados, caminha lentamente, enquanto levanta as mãos — gesto ancestral que ecoa rendição, resistência e apelo à vida.

O título KA remete à mitologia egípcia, onde simboliza a força vital. Visualmente associado a braços erguidos, o conceito ganha materialidade na performance, estabelecendo uma ponte entre tempos históricos e urgências contemporâneas. O gesto, repetido em diferentes contextos ao longo da humanidade, ressurge aqui como linguagem universal diante da violência.

A apresentação no Rio sucede passagens recentes da obra por instituições internacionais. Em Lisboa, integrou a exposição Terra Poética, no MAAT, e dialoga com outras mostras de destaque da artista, como Je suis là. Estou aqui, exibida em Paris durante a Temporada Brasil-França 2025. Em comum, está o apoio do BNDES, que reforça o investimento na cultura como eixo estratégico.

Mais do que uma encenação, KA se constrói como um manifesto sensorial. A fragilidade dos ovos sob os pés, o silêncio dos corpos e a repetição do gesto criam uma tensão que ultrapassa o espaço expositivo. A obra reverbera questões que vão das guerras globais à violência cotidiana nas grandes cidades brasileiras.

Inserida no programa Brasil do Amanhã, a performance dialoga com uma agenda mais ampla do museu, dedicada a refletir sobre democracia e seus desafios atuais. No mesmo dia, debates sobre poder global e extremismos ampliam o contexto da apresentação, conectando arte e pensamento crítico.

Ao final, o que permanece não é apenas a imagem, mas a sensação de urgência. KA não responde — provoca.

 

Silêncio, corpo e resistência: Maiolino ocupa o futuro com memória.  #ArteContemporanea  #CulturaViva

 

disponível para venda na Amazon:   https://a.co/d/0gDgs0

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Linkezine

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading