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“Língua de Fogo” transforma espaço em experiência sensorial no Rio

Exposição propõe imersão entre cor e percepção

“Língua de Fogo” transforma pintura em experiência imersiva no Rio. A mostra convida o público a sentir a arte além do olhar. #Linkezine 🎨

“Língua de Fogo” transforma espaço em experiência sensorial no Rio

Exposição propõe imersão entre cor e percepção

Há exposições que se observam à distância. Outras, no entanto, exigem presença — quase como se pedissem ao visitante que atravesse a obra. É nesse território que se insere “Língua de Fogo”, nova individual de Pàulla Scàvazzini, que estreia no dia 27 de maio no Centro Cultural Correios RJ, sob curadoria de Shannon Botelho.

Reunindo quinze trabalhos, em sua maioria inéditos, a mostra se constrói como um desdobramento das investigações recentes da artista, já apresentadas internacionalmente. Mas aqui, no coração do Rio de Janeiro, a proposta ganha novas camadas: não se trata apenas de ver, mas de sentir. Cor, gesto e espaço deixam de ser elementos isolados e passam a operar como uma experiência contínua.

Scàvazzini rompe com a ideia tradicional de pintura ao expandir suas obras para além da tela. A tinta invade paredes, escorre pelos pisos e redefine a arquitetura do ambiente, criando instalações que dissolvem fronteiras entre obra e espaço. Nesse movimento, o espectador deixa de ser observador passivo e passa a integrar o campo sensorial proposto.

A pesquisa da artista se ancora em tensões contemporâneas. Partindo de referências botânicas tropicais, suas obras evocam paisagens que parecem oscilar entre o exuberante e o colapso. Há, ao mesmo tempo, vestígios de natureza e sinais de desgaste — como se a imagem estivesse sempre à beira de se desfazer. Essa ambiguidade constrói um discurso visual que dialoga com questões ambientais e sociais, sem recorrer à literalidade.

Outro elemento que atravessa a exposição é a linguagem. Os títulos das obras funcionam como extensões poéticas da experiência visual: evocam sensações, memórias e atmosferas. São fragmentos que sugerem calor, vento, densidade — quase como convites para uma percepção que ultrapassa o olhar.

A artista propõe, assim, uma pintura em movimento. Um gesto que não se encerra na superfície, mas que se projeta no espaço e no corpo de quem percorre a exposição. É nesse encontro que a obra se completa: na relação entre matéria, arquitetura e presença humana.

Em cartaz até 4 de julho, “Língua de Fogo” se apresenta como um percurso sensorial que reflete as complexidades de um mundo em transformação. Mais do que oferecer respostas, a exposição convida à experiência — e talvez, à reconfiguração do próprio olhar.

 

Aqui, a pintura não cabe na tela — ela ocupa tudo.  #ArteContemporanea
#ExposicaoRJ

 

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