Paço Imperial transforma memória em diálogo e celebra 40 anos com artistas históricos
Encontro gratuito amplia a experiência da mostra
Paço Imperial transforma memória em diálogo e celebra 40 anos com artistas históricos
Encontro gratuito amplia a experiência da mostra
No coração da Praça XV, onde o Rio de Janeiro guarda parte de suas camadas mais antigas, o Paço Imperial segue reafirmando sua vocação de atravessar tempos. Não apenas como monumento de pedra, mas como organismo cultural em constante reinvenção. É nesse espírito que, neste sábado (9), às 15h, o centro cultural promove uma conversa gratuita com os artistas Anna Bella Geiger e Cadu, mediada pela crítica de arte e curadora Marisa Flórido, integrando a programação da exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”.
Mais do que um bate-papo, o encontro funciona como extensão viva da própria mostra: uma oportunidade de ouvir quem ajudou a construir a narrativa visual e conceitual de um dos espaços mais emblemáticos da arte brasileira contemporânea.
A exposição, em cartaz como celebração das quatro décadas da instituição, ocupa 12 salões e os dois pátios internos do edifício com cerca de 160 obras assinadas por mais de 100 artistas de diferentes gerações. Sob curadoria de Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, a proposta abandona qualquer ordem rígida e prefere o movimento das conexões — como estrelas dispersas que, vistas em conjunto, desenham uma constelação.
Entre nomes consagrados, produções inéditas e obras históricas, a mostra reúne diferentes linguagens, suportes e temporalidades, revelando a amplitude de um espaço que, desde 1986, vem servindo como ponto de encontro entre tradição, experimentação e pensamento crítico.
Anna Bella Geiger, uma das artistas mais influentes da arte conceitual brasileira, e Cadu, conhecido por suas investigações entre espaço, matéria e arquitetura, representam justamente essa ponte entre épocas distintas e olhares complementares. A mediação de Marisa Flórido adiciona densidade ao encontro ao provocar reflexões sobre permanência, memória, processo criativo e a própria função institucional do Paço no circuito das artes.
A programação dialoga diretamente com a essência da mostra, que não se limita a expor obras, mas revisita trajetórias, recupera vínculos e reinsere o visitante em uma conversa maior sobre cultura brasileira.
Quarenta anos depois de sua inauguração como centro cultural, o Paço Imperial parece confirmar algo raro: há lugares que não apenas preservam o passado — eles continuam produzindo futuro.
Arte, história e conversa boa no coração do Rio: o Paço Imperial segue pulsando há 40 anos — e convida o público para fazer parte disso. #ArteNoRio #CulturaCarioca
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