Crise sobre filme de Bolsonaro encontra Eduardo e Mário Frias no Oriente Médio
Viagem ao Bahrein coincide com revelações
Crise sobre filme de Bolsonaro encontra Eduardo e Mário Frias no Oriente Médio
Viagem ao Bahrein coincide com revelações
Enquanto Brasília atravessava mais um dia de turbulência política, dois nomes ligados ao universo bolsonarista estavam a milhares de quilômetros dali. Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias desembarcaram no Bahrein, no Oriente Médio, justamente no momento em que vieram à tona novas informações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A coincidência geográfica acabou ampliando a repercussão de uma crise que mistura política, financiamento privado e bastidores cinematográficos. O estopim foi a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede recursos financeiros a Vorcaro para o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O episódio ganhou ainda mais peso após o próprio Flávio admitir, em entrevista à GloboNews, que mentiu ao negar qualquer relação com o banqueiro. Segundo o senador, o silêncio fazia parte de um contrato de confidencialidade ligado aos investidores do projeto audiovisual.
No centro da narrativa aparecem justamente Eduardo Bolsonaro e Mário Frias. De acordo com a reportagem do Intercept, parte dos recursos teria sido destinada ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. O senador negou qualquer desvio de finalidade e afirmou que os valores foram usados exclusivamente para a produção do longa.
A presença de Eduardo no caso acrescenta uma camada internacional à crise. Licenciado do mandato parlamentar, ele mantém vínculos políticos e jurídicos nos Estados Unidos, onde parte da estrutura financeira do filme estaria organizada.
Já Mário Frias surge como uma das figuras criativas por trás do projeto. Além de produtor executivo, o deputado participou da elaboração do roteiro do filme e, segundo mensagens divulgadas pela reportagem, agradeceu diretamente a Vorcaro pelo apoio financeiro.
No Bahrein, os dois mantiveram agenda discreta enquanto, no Brasil, o caso se espalhava pelas redes sociais e ocupava espaço no debate político. O contraste entre o calor diplomático do Oriente Médio e a pressão crescente em Brasília simboliza o momento delicado vivido pelo entorno bolsonarista.
Entre fundos internacionais, contratos sigilosos e bastidores de produção audiovisual, o filme “Dark Horse” parece ter deixado de ser apenas uma obra biográfica. Aos poucos, tornou-se também peça central de uma crise política que ainda promete novos capítulos.
Do Oriente Médio aos bastidores de Brasília: a crise envolvendo o filme sobre Bolsonaro ganhou dimensão internacional. #PoliticaNacional #NoticiasBrasil
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