Breaking News

Lixo sem destino certo amplia riscos jurídicos e ameaça reputação das empresas

Gestão de resíduos entra no centro da governança ESG

Sem rastrear o destino do lixo, empresas ficam mais expostas a multas e danos reputacionais. #Linkezine ♻️

Garbage truck dumping the garbage on a landfill

Lixo sem destino certo amplia riscos jurídicos e ameaça reputação das empresas

Gestão de resíduos entra no centro da governança ESG

Todos os dias, toneladas de resíduos deixam fábricas, canteiros de obras, lojas e centros de distribuição sem que muitas empresas saibam exatamente onde irão parar. O caminhão parte, os documentos são arquivados e a rotina segue. Mas, em um mercado cada vez mais pressionado por metas ESG e exigências regulatórias, essa rota invisível pode se transformar em passivo jurídico, financeiro e reputacional.

O alerta ganha força às vésperas do Dia Mundial da Reciclagem, celebrado em 17 de maio. Em 2025, o Brasil gerou mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, mas reciclou apenas 8,7% desse volume, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Cerca de 34% do total ainda teve destinação inadequada, cenário que provoca perdas estimadas em R$ 130 bilhões por ano.

No ambiente corporativo, a pergunta deixou de ser apenas ambiental e passou a ser estratégica: para onde vai o lixo gerado pela empresa?

Para Eduardo Nascimento, fundador da greentech Minha Coleta, muitas organizações cresceram mais rápido do que sua capacidade de estruturar governança ambiental. “O gerador carrega a responsabilidade legal, mas não possui visibilidade real do processo”, afirma.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece que a responsabilidade sobre a destinação correta é compartilhada ao longo da cadeia. Na prática, isso significa que, mesmo quando a irregularidade ocorre em etapas terceirizadas, a empresa geradora pode responder judicialmente.

Em setores como construção civil, varejo e indústria, a falta de rastreabilidade aumenta a exposição a multas, embargos e acusações de greenwashing. Mais do que cumprir exigências legais, companhias passaram a precisar comprovar, com dados auditáveis, que seus compromissos ambientais se traduzem em resultados concretos.

Segundo Nascimento, a sustentabilidade deixou de ocupar apenas o discurso institucional. “Ela virou infraestrutura de decisão e segurança jurídica”, resume.

A gestão estruturada de resíduos também impacta diretamente os custos operacionais. Com dados integrados, empresas conseguem otimizar rotas, reduzir despesas de coleta, melhorar processos internos e gerar receitas com materiais recicláveis e créditos da logística reversa.

No fim, o destino do lixo revela algo maior. Em tempos de transparência radical, aquilo que antes ficava nos bastidores passou a influenciar decisões estratégicas e a definir a credibilidade das marcas no mercado.

O lixo que sai da empresa pode voltar em forma de multa, processo e desgaste de imagem. ♻️📊#ESG   #SustentabilidadeCorporativa

 

 

disponível para venda na Amazon:   https://a.co/d/0gDgs0

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Linkezine

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading