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Constelações no Paço: 40 anos de história e arte em diálogo

 Mostra reúne gerações e celebra legado cultural

O Paço Imperial celebra quatro décadas como monumento e centro cultural vivo. #Linkezine 🌌

Constelações no Paço: 40 anos de história e arte em diálogo

 Mostra reúne gerações e celebra legado cultural

 

O Paço Imperial, no coração da Praça XV, respira arte e memória. A exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, prorrogada até 10 de junho de 2026, transforma o casarão histórico em palco de múltiplas temporalidades. São 160 obras de mais de 100 artistas, espalhadas por 12 salões e dois pátios, em um percurso sem hierarquias, onde o visitante escolhe o próprio caminho.

A narrativa da mostra é construída como um mosaico de encontros. Obras inéditas convivem com ícones da arte brasileira, como o jardim em homenagem a Roberto Burle Marx, montado no pátio principal, e a instalação “Agrupamento”, de José Damasceno, feita com materiais garimpados na feira da Praça XV. A ideia de constelação ganha corpo: artistas de diferentes gerações e linguagens se conectam como estrelas que, embora distantes, formam figuras reconhecíveis pela imaginação coletiva.

Nos últimos dias, o público terá acesso a rodas de conversa e ao lançamento do catálogo oficial. No dia 3 de junho, Iole de Freitas e Ernesto Neto participam de encontros mediados por Ivair Reinaldim e Claudia Saldanha. Já no encerramento, dia 10, uma mesa redonda marca o lançamento do catálogo de 144 páginas, com textos de especialistas e fotos de Vicente de Mello, distribuído gratuitamente.

A mostra também abre espaço para vídeos históricos da série produzida pela Rio Arte, com nomes como Lygia Clark, Tunga e Amilcar de Castro. Uma sala inteira é dedicada a essas obras audiovisuais, que não são meros registros, mas peças artísticas em si.

Celebrar quatro décadas do Paço Imperial é reconhecer sua dupla vocação: monumento histórico e centro pulsante da arte contemporânea. Desde sua restauração em 1983, o espaço se consolidou como referência cultural, abrigando exposições que transitam entre arte popular, arquitetura, design e patrimônio.

O Paço, erguido em 1733 e tombado pelo Iphan em 1938, já foi Casa dos Vice-Reis, Paço Real e sede dos Correios. Hoje, é constelação viva de memórias e criações. A mostra não se encerra em si mesma: abre horizontes, conecta instituições parceiras e reafirma o papel do Paço como motor da cultura brasileira.

 

 

 

O Paço Imperial virou constelação: estrelas da arte brilham juntas em 40 anos de história.  #ArteNoRio #ConstelacoesImperiais

 

 

 

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