Jaguatirica retorna à natureza após recuperação em Juiz de Fora
Animal atropelado na MG-133 foi tratado e solto na Zona da Mata
Jaguatirica retorna à natureza após recuperação em Juiz de Fora
Animal atropelado na MG-133 foi tratado e solto na Zona da Mata
Na manhã de quinta-feira, 11 de junho, uma cena rara e simbólica marcou a Zona da Mata mineira: uma jaguatirica voltou ao seu habitat natural após semanas de recuperação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Juiz de Fora. O animal, atropelado na rodovia MG-133, foi resgatado em operação conjunta do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar Rodoviária.
O resgate começou com a denúncia de motoristas que avistaram o felino ferido. Na primeira tentativa, durante a noite, a jaguatirica conseguiu se esconder na vegetação. No dia seguinte, equipes retornaram com o auxílio de um drone equipado com câmera térmica, tecnologia que foi decisiva para localizar o animal em meio à pastagem.
Após ser sedada, recebeu os primeiros cuidados da veterinária Laura Oliveira e foi encaminhada ao Cetas. Lá, passou por exames radiográficos, fluidoterapia e acompanhamento clínico especializado. Durante a reabilitação, permaneceu em ambiente isolado e recebeu alimentação de presas vivas, preservando seus instintos naturais.
A soltura foi realizada em uma área de Mata Atlântica próxima ao município de Piau, distante de rodovias e em condições favoráveis para readaptação. “Escolhemos uma área protegida e isolada para garantir que o animal pudesse retomar sua vida livre com segurança”, explicou a bióloga Sarah Stutz, do IEF.
O episódio reforça o papel dos centros de triagem na conservação da fauna silvestre. Essas unidades acolhem animais vítimas de acidentes ou ações humanas, oferecendo tratamento e reabilitação para que possam retornar ao ambiente natural. Além de salvar vidas, contribuem para a preservação da biodiversidade mineira.
A história da jaguatirica devolvida à natureza é também um lembrete: em casos de encontro com animais silvestres feridos, a orientação é não realizar o manejo por conta própria, mas acionar os órgãos responsáveis. Cada ação correta pode significar a diferença entre a perda e a continuidade de uma vida selvagem.
Mais do que um resgate, a cena de uma jaguatirica correndo novamente pela mata é metáfora de resistência e esperança: a natureza, quando cuidada, encontra sempre caminhos para se recompor.
De volta ao lar: jaguatirica resgatada na MG-133 retorna à Mata Atlântica após recuperação no Cetas. #FaunaSilvestre #ConservacaoAmbiental
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