Festival Visões Periféricas 2026 celebra 20 anos do cinema das periferias e destaca a força criativa da Baixada Fluminense
69 filmes revelam a diversidade do audiovisual brasileiro
Festival Visões Periféricas 2026 celebra 20 anos do cinema das periferias e destaca a força criativa da Baixada Fluminense
69 filmes revelam a diversidade do audiovisual brasileiro
Quando o cinema brasileiro decide olhar para além dos grandes centros, surgem histórias capazes de transformar territórios em protagonistas. Há vinte anos, o Festival Visões Periféricas assumiu esse compromisso ao abrir espaço para produções audiovisuais independentes realizadas nas periferias, comunidades e regiões historicamente pouco representadas nas telas nacionais. Em sua 19ª edição, o festival reafirma sua importância ao reunir 69 obras de 18 estados brasileiros, celebrando a riqueza cultural e narrativa que emerge das margens do país.
Entre os dias 23 e 26 de julho, o público poderá acompanhar gratuitamente uma programação presencial e online que vai do documentário à ficção, passando por produções experimentais e obras desenvolvidas em projetos de formação audiovisual. Mais do que um festival de cinema, o Visões Periféricas tornou-se um espaço de resistência cultural, inovação estética e democratização do audiovisual brasileiro.
Nesta edição, a Baixada Fluminense ganha destaque com três produções que evidenciam a maturidade artística da região. O longa-metragem “Amuleto”, dirigido por Heraldo HB e Igor Barradas, revisita a história da participação decisiva de artistas periféricos na realização do clássico “O Amuleto de Ogum”, de Nelson Pereira dos Santos. Resultado de quase duas décadas de pesquisa, o documentário apresenta uma narrativa sobre pertencimento, memória e as tensões de classe que atravessam a história do cinema nacional.
Também representam a Baixada os curtas “Essa é Nossa Bandeira”, documentário dirigido por Mateus Carvalho, que celebra a tradição da Folia de Reis como patrimônio cultural vivo, e “Tempestade de Mentiras”, ficção de Angela Santos que aborda solidariedade, desigualdade social e as contradições do discurso político em pequenas cidades brasileiras.
Ao longo dos anos, o Festival Visões Periféricas acompanhou a transformação do audiovisual periférico. Se no início predominavam narrativas marcadas pela denúncia social, hoje as produções apresentam maior diversidade temática e estética, explorando afetos, subjetividades, identidade, trabalho, memória e questões ambientais. O resultado é um cinema cada vez mais sofisticado, capaz de dialogar com diferentes públicos sem abrir mão de suas raízes.
Outro destaque da programação é a homenagem ao projeto Vídeo nas Aldeias, referência internacional na valorização do cinema indígena brasileiro, além da estreia carioca do filme “Arquivo Vivo”, dirigido por Vincent Carelli e Ana Carvalho.
Paralelamente às exibições, o Visões Lab oferece um laboratório gratuito dedicado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais, fortalecendo a formação de novos talentos e ampliando as possibilidades de inserção no mercado cinematográfico.
Em um cenário em que a produção audiovisual brasileira vive um momento de renovação, o Festival Visões Periféricas prova que as grandes histórias do cinema nacional continuam sendo contadas por quem transforma suas vivências em arte. Mais do que exibir filmes, o festival constrói pontes entre territórios, gerações e novos olhares sobre o Brasil.
Das periferias para as telas do Brasil: o Festival Visões Periféricas celebra duas décadas revelando histórias que merecem ser vistas, ouvidas e compartilhadas. #CinemaBrasileiro #FestivalDeCinema
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