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Tinguá vira sala de aula a céu aberto e aproxima estudantes de Nova Iguaçu da Mata Atlântica

Visita conectou educação, território, história e preservação

Em Tinguá, estudantes de Nova Iguaçu transformaram a Mata Atlântica em espaço de aprendizagem sobre natureza, história e pertencimento. 🌿 #Linkezine

Tinguá vira sala de aula a céu aberto e aproxima estudantes de Nova Iguaçu da Mata Atlântica

 

Visita conectou educação, território, história e preservação

Entre árvores, vestígios históricos e antigos caminhos ligados à ocupação do território, 45 estudantes da rede pública de Nova Iguaçu tiveram uma experiência de aprendizagem que ultrapassou os limites da sala de aula. No dia 11 de agosto, alunos do 3º e do 5º anos participaram de uma visita educativa à Reserva Biológica do Tinguá, transformando um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro em espaço de investigação, descoberta e reflexão.

A atividade integrou o Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, em parceria com a rede pública de ensino do município. Participaram estudantes das turmas do programa Acelera, da E.M. Engenho Pequeno e da E.M. Herbert Moses. A proposta, denominada estudo do meio, buscou aproximar os conteúdos trabalhados nas escolas da realidade vivida pela comunidade.

Mais do que observar a biodiversidade, os estudantes foram convidados a compreender Tinguá como um patrimônio formado pela relação entre natureza, história e cultura. Durante o percurso, conheceram aspectos da fauna e da flora da Mata Atlântica, observaram mananciais, antigas estruturas hidráulicas, ruínas e outros vestígios históricos, além de entrarem em contato com saberes e memórias das comunidades do entorno.

Criada em 1989, a Reserva Biológica do Tinguá integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela Unesco, e exerce papel estratégico na conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos da região. Por ser uma unidade de conservação de proteção integral, as visitas educativas precisam ser previamente autorizadas e acompanhadas, reforçando também o caráter de conscientização ambiental da experiência.

O contato direto com o território abriu espaço para aprendizagens que vão além dos conteúdos curriculares. Curiosidade, escuta, empatia, respeito à diversidade e responsabilidade diante da preservação do patrimônio natural e cultural foram trabalhados ao longo da atividade.

Para a professora Alexandra Aline Costa Rodrigues de Lima, a visita ajudou a tornar concreto aquilo que havia sido estudado em sala. “Com certeza eles vão guardar esse dia na memória”, afirmou, destacando que muitos estudantes ainda não conheciam a reserva nem a história de Nova Iguaçu.

A experiência também será registrada em um curta-metragem, ampliando o alcance da atividade e preservando os olhares dos próprios estudantes sobre o território.

Para Marcos Drummond, gerente de Canais do Instituto Ayrton Senna, a visita demonstra que natureza, história e cultura podem ser compreendidas de maneira integrada. Nesse encontro entre escola e território, Tinguá deixa de ser apenas um lugar a ser preservado e passa a ser também uma fonte de conhecimento — aproximando novas gerações das responsabilidades que acompanham esse patrimônio.

 

 

Quando a floresta vira sala de aula, o território também ensina. 🌿 Estudantes de Nova Iguaçu conheceram Tinguá e descobriram que preservar também é aprender a reconhecer a própria história. #EducaçãoAmbiental  #MataAtlântica

 

 

 

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