Polícia Civil prende cinco em ferro-velho clandestino ligado a materiais furtados na Zona Norte do Rio
Operação apreende cabos e mira cadeia do crime patrimonial
Polícia Civil prende cinco em ferro-velho clandestino ligado a materiais furtados na Zona Norte do Rio
Operação apreende cabos e mira cadeia do crime patrimonial
A fiscalização de um ferro-velho na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, terminou com cinco prisões em flagrante nesta quarta-feira (12). A ação, conduzida por policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), integra a Operação Caminhos do Cobre, iniciativa voltada ao combate ao furto, à receptação e à comercialização clandestina de cabos e materiais metálicos.
Segundo a Polícia Civil, o estabelecimento localizado na Rua São Francisco Xavier funcionava sem regularização e seria utilizado para receber e comercializar materiais furtados. As investigações apontam ainda uma suposta influência de traficantes que atuam no Morro da Mangueira sobre o funcionamento do local.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram cabos de cobre pertencentes a empresas de telefonia, já cortados e preparados para comercialização. Também foram identificados equipamentos utilizados na operação do estabelecimento, como balança, computador e caixa registradora, além de dinheiro empregado na compra dos materiais.
Outro elemento chamou a atenção dos investigadores: parte dos cabos era submetida à queima para retirada do revestimento e dificultar a identificação de sua procedência. A prática, além de estar associada à ocultação da origem do material, evidencia uma das etapas utilizadas na cadeia de receptação de metais.
De acordo com as investigações, o ferro-velho recebia principalmente materiais furtados em áreas como Tijuca, Grajaú e Vila Isabel. Os cinco presos foram autuados por receptação qualificada.
Durante a operação, equipes policiais também foram alvo de disparos efetuados por criminosos a partir do alto do Morro da Mangueira. Segundo a corporação, não houve revide por parte dos agentes.
A ocorrência faz parte de uma estratégia que busca atingir não apenas os responsáveis pelos furtos, mas toda a estrutura econômica que permite a circulação dos materiais. Desde setembro de 2024, a DRF e outras unidades da Polícia Civil realizaram mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, resultando em aproximadamente 270 prisões de responsáveis por estabelecimentos.
No mesmo período, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas. As investigações também resultaram em pedidos de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões e em cerca de R$ 75 milhões em multas aplicadas, segundo a Polícia Civil.
A ofensiva mira, portanto, uma engrenagem que ultrapassa o simples furto de cabos. Ao tentar interromper a compra, a revenda e o processamento irregular dos materiais, a operação busca reduzir a capacidade financeira de estruturas criminosas e proteger serviços essenciais.
Com novas fiscalizações previstas, a Caminhos do Cobre mantém o foco sobre os diferentes elos dessa cadeia. O combate ao crime patrimonial, nesse cenário, passa cada vez mais pela identificação de quem furta, mas também de quem compra, processa e transforma o produto ilícito em fonte de receita.
Uma fiscalização na Tijuca expôs mais um elo da cadeia de receptação de cabos no Rio. 🚔 Cinco pessoas foram presas e materiais foram apreendidos na Operação Caminhos do Cobre. #SegurancaPublica #RioDeJaneiro
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