Casa Seva leva Frans Krajcberg e Irmãs Gelli para a SP/Arte Rotas 2026
Obras de diferentes gerações aproximam arte, matéria e natureza
Casa Seva leva Frans Krajcberg e Irmãs Gelli para a SP/Arte Rotas 2026
Obras de diferentes gerações aproximam arte, matéria e natureza
Entre vestígios da natureza e materiais que ganham novas formas, a Casa Seva chega à SP/Arte Rotas 2026 com uma proposta que coloca passado e presente lado a lado. No estande D08, a galeria apresenta um encontro entre a produção de Frans Krajcberg (1921–2017), um dos grandes nomes da arte ambiental brasileira, e as pesquisas contemporâneas das Irmãs Gelli.
A seleção reúne esculturas de parede, incluindo trabalhos inéditos desenvolvidos especialmente para a feira. Mais do que aproximar artistas de gerações diferentes, a proposta curatorial busca revelar como a matéria pode carregar histórias, marcas do tempo e reflexões sobre a relação entre sociedade e natureza.
Na trajetória de Krajcberg, madeira queimada, raízes e outros elementos encontrados em áreas de devastação ambiental deixaram de ser apenas restos para se transformar em linguagem artística. O artista fez da própria matéria um registro dos impactos provocados pela ação humana, construindo uma obra que permanece especialmente atual diante das questões ambientais que atravessam o presente.
É justamente nesse território que as Irmãs Gelli entram em cena. Em trabalhos recentes, as artistas exploram materiais como cera vegetal e plástico reciclado para investigar processos de repetição, desgaste, acúmulo e transformação. As obras partem da matéria para falar também sobre memória, permanência e os ciclos de transformação que fazem parte da experiência humana e natural.
O diálogo proposto pela Casa Seva não tenta igualar as duas produções. Pelo contrário: evidencia suas diferenças e encontra nelas pontos de conexão. Se Krajcberg transformava marcas da destruição em esculturas carregadas de força e denúncia, as Irmãs Gelli investigam caminhos de reorganização e ressignificação dos materiais.
A escolha também traduz a identidade da Casa Seva, galeria inaugurada em 2024 com uma programação voltada ao encontro entre arte e sustentabilidade. Parte das vendas de suas exposições é destinada a iniciativas de reflorestamento, aproximando o discurso presente nas obras de ações com impacto socioambiental.
Para Carolina Pileggi, fundadora da galeria, a participação na SP/Arte Rotas representa uma oportunidade de ampliar esse diálogo. A proposta reúne diferentes gerações em torno de questões que continuam presentes na arte: a matéria, a natureza e as transformações provocadas pelo tempo.
Com a participação na feira, a Casa Seva amplia sua presença no circuito artístico paulistano e apresenta ao público uma exposição em que cada material parece carregar uma segunda história. Entre madeira, cera e plástico, a arte encontra diferentes maneiras de falar sobre o planeta — e sobre o que fazemos com ele.
Arte, natureza e matéria se encontram na SP/Arte Rotas 2026. 🌿 A Casa Seva reúne Frans Krajcberg e Irmãs Gelli em um diálogo entre diferentes gerações e diferentes formas de olhar para o meio ambiente. #ArteContemporanea #Cultura
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