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Xamã amplia fronteiras do rap em “Flerte”, álbum guiado pelo afrobeat e pela pista

Novo disco reúne oito faixas e encontros com Ludmilla, L7NNON e outros artistas

Xamã transforma “Flerte” em um encontro entre rap, afrobeat, memória e pista, ampliando sua pesquisa sonora sem perder a identidade. #Linkezine 🎧

 

Xamã amplia fronteiras do rap em “Flerte”, álbum guiado pelo afrobeat e pela pista

Novo disco reúne oito faixas e encontros com Ludmilla, L7NNON e outros artistas

Há momentos em que um artista parece menos interessado em escolher um caminho do que em descobrir quantos caminhos cabem dentro da própria música. É nesse território que Xamã coloca “Flerte”, seu novo álbum de estúdio, lançado em 27 de agosto. Com oito faixas inéditas, o trabalho aproxima o rap de afrobeat, amapiano, dancehall, house music e ritmos latinos, criando uma paisagem sonora mais quente, dançante e aberta à experimentação.

Depois de apresentar “Tá de Parabéns” e “Moça”, o rapper amplia a proposta no álbum completo. As duas faixas anteciparam uma mudança de temperatura: beats mais solares, grooves marcados e uma disposição maior para o encontro com outras linguagens. O resultado não abandona a narrativa característica de Xamã. Pelo contrário, transforma suas memórias, relações e observações cotidianas em matéria-prima para novas experiências musicais.

“Flerte” também é um disco construído a partir de encontros. Ludmilla, L7NNON, Amabbi, NP e Nomad participam do projeto, enquanto produtores como Ramon Calixto, $amuka e Marcio Arantes ajudam a estabelecer sua identidade sonora.

A faixa-foco, “Meu Sonho é Tu”, sintetiza esse movimento. Produzida por Marcio Arantes, a música nasce de um beat de inspiração afrobeat e ganha corpo com metais, percussões e uma atmosfera tropical. O produtor, vencedor de dois Latin GRAMMYs®, executa os instrumentos da faixa e participa da construção vocal, ao lado de Ramon Calixto.

Sobre esse groove, Xamã transforma lembranças em narrativa. A letra passa pela juventude, pelas dificuldades financeiras e por referências às Feiras de Campo Grande e Acari e ao bairro de Sepetiba, onde o artista foi criado. Entre memórias e bom humor, a canção encontra espaço para o romance e faz do flerte uma extensão natural dessas recordações.

Em “Moça”, Xamã divide os vocais com Ludmilla em uma faixa que combina afrobeat, amapiano, dancehall e house music. Já “Tá de Parabéns”, com L7NNON, apresentou ao público a nova direção do projeto, atravessada por influências latinas e vocação para a pista.

Outro destaque é “Like a Michael”, releitura de “Mancha Roxa”, de Max de Castro. A faixa parte da composição original para construir uma nova leitura e faz referência direta a Michael Jackson, uma das influências de Xamã.

Com “Flerte”, o rapper não parece interessado em abandonar o que já construiu, mas em testar até onde sua linguagem pode chegar. Entre memória, romance, rap e música de pista, o álbum abre mais uma frente na trajetória de um artista acostumado a transformar mudança em identidade.

 

 

Xamã abre espaço para o flerte — com o afrobeat, o amapiano, a pista e novas possibilidades para o rap. Em “Flerte”, o rapper encontra Ludmilla, L7NNON, Amabbi, NP e Nomad em um álbum que também olha para suas próprias raízes. 🎧🔥  #Xamã #MusicaBrasileira

 

 

 

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