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Morgan Stanley vê risco de dólar a R$ 6 e juros de 15,50% após eleição

Banco alerta para risco fiscal e reação dos mercados

Morgan Stanley alerta para uma possível deterioração fiscal após a eleição, com dólar a R$ 6 e juros elevados no cenário mais negativo. #Linkezine 📊

Morgan Stanley vê risco de dólar a R$ 6 e juros de 15,50% após eleição

 Banco alerta para risco fiscal e reação dos mercados

À medida que a eleição presidencial se aproxima, o mercado começa a antecipar não apenas quem ocupará o Palácio do Planalto, mas qual será a primeira mensagem enviada ao mercado sobre as contas públicas. Em relatório divulgado nesta semana, o Morgan Stanley avalia que os investidores podem estar otimistas demais com o período pós-eleitoral e traça um cenário pessimista marcado por deterioração fiscal, real mais fraco e juros elevados.

Na projeção mais negativa do banco para 2027, o PIB cresceria apenas 0,2%, a Selic chegaria a 15,50%, o dólar alcançaria R$ 6,00 e o Ibovespa ficaria em 130 mil pontos. O cenário considera um próximo governo que apresente um programa de ajuste fiscal considerado insuficiente para convencer os investidores de que a trajetória da dívida pública poderá ser estabilizada.

O diagnóstico parte de uma questão estrutural: a rigidez do Orçamento brasileiro. Segundo a análise, mais de 91% das despesas federais são obrigatórias, enquanto a carga tributária aumentou 1,5 ponto percentual do PIB desde 2022. Ao mesmo tempo, o resultado primário permanece distante do nível necessário para estabilizar a dívida bruta.

Para o Morgan Stanley, o problema não representa uma crise imediata de solvência, mas amplia o desafio de estabilização das contas no médio prazo. E a reação dos mercados pode ocorrer muito antes de qualquer mudança efetiva no resultado fiscal.

Nesse cenário, uma política econômica percebida como pouco ambiciosa poderia desencadear uma sequência de efeitos: aumento dos prêmios de risco, desvalorização do real, menor espaço para cortes de juros, desaceleração da atividade e piora da dinâmica da dívida. A inflação também poderia sofrer pressão, dificultando ainda mais a resposta do Banco Central.

As diferenças aparecem com clareza nas projeções do banco. No cenário otimista, o PIB avançaria 1,5% em 2027, a Selic cairia para 9,75%, o dólar ficaria em R$ 4,50 e o Ibovespa chegaria a 250 mil pontos. No cenário-base, as projeções são de 11% para a Selic, R$ 5,25 para o dólar e uma trajetória intermediária para a atividade econômica.

A estratégia de investimentos acompanha essa assimetria. O banco prefere exposição à alta dos juros futuros em vez de apostar diretamente na valorização do dólar, justamente porque as taxas brasileiras elevadas ainda podem atrair capital estrangeiro e oferecer algum suporte ao real.

Na Bolsa, o Morgan Stanley estabeleceu alvo de 215 mil pontos para o Ibovespa em meados de 2027 e mantém uma posição levemente comprada em ações brasileiras, priorizando empresas com receitas em dólar e companhias financeiras.

O ponto central do relatório é direto: a política fiscal pode mudar lentamente, mas os preços dos ativos podem mudar em velocidade muito maior. Para o mercado brasileiro, a eleição será apenas o início da avaliação. A verdadeira prova virá quando o novo governo precisar transformar promessas em números.

 

E se o mercado estiver otimista demais com o pós-eleição? 📊 O Morgan Stanley desenha um cenário de pressão fiscal, dólar a R$ 6 e Selic de 15,50% — e mostra por que os ativos podem reagir antes das contas públicas.  #Economia #MercadoFinanceiro

 

 

 

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