Flamengo alerta para impacto de até R$ 430 milhões com fim das bets
Bap diz que medida atingiria futebol e esportes olímpicos
Flamengo alerta para impacto de até R$ 430 milhões com fim das bets
Bap diz que medida atingiria futebol e esportes olímpicos
A discussão sobre o futuro das apostas esportivas no Brasil ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (25), desta vez com impacto direto sobre as finanças dos clubes. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que uma eventual proibição do mercado de bets poderá representar uma perda de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões em receitas para o clube no próximo ano.
Em entrevista à CNN Brasil, o dirigente afirmou que a mudança teria efeitos que ultrapassariam o futebol profissional. Segundo Bap, os esportes olímpicos mantidos pelo Flamengo também seriam atingidos pela redução das receitas. Ele classificou o impacto financeiro como significativo e destacou a dificuldade de reorganizar rapidamente um orçamento estruturado a partir de contratos já firmados.
“Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos”, afirmou o presidente. A declaração foi dada poucas horas depois de o clube divulgar um posicionamento contrário à possibilidade de encerramento do mercado regulado de apostas.
A preocupação do Flamengo está inserida em uma discussão mais ampla sobre o modelo de financiamento do esporte brasileiro. As empresas de apostas passaram a ocupar espaço relevante no mercado publicitário e nos contratos de patrocínio dos clubes. Segundo levantamento citado pelo Poder360, o Flamengo recebeu R$ 269 milhões em patrocínios de casas de apostas em 2025, valor que representou 50% de sua receita de marketing naquele ano.
O cenário ganhou velocidade com a iniciativa do governo federal de restringir o setor. A Medida Provisória anunciada nesta sexta-feira determina mudanças imediatas para as chamadas bets, enquanto outras medidas deverão seguir para análise do Congresso Nacional. O debate, portanto, deixa de ser apenas regulatório e passa a envolver contratos comerciais, planejamento financeiro e a estrutura de investimentos dos clubes.
Na avaliação apresentada pelo Flamengo, uma alteração abrupta exigiria tempo para reorganização. Bap afirmou que, sem preparação prévia, seria muito difícil compensar rapidamente a perda projetada.
O episódio coloca futebol, política econômica e regulamentação no mesmo campo de disputa. Enquanto o governo sustenta novas regras para o setor, clubes avaliam os efeitos sobre suas receitas. A próxima etapa será acompanhada de perto por dirigentes, empresas e pelo Congresso, onde o futuro desse mercado ainda será discutido.
O fim das bets entrou no radar financeiro do Flamengo. Bap estima perdas de até R$ 430 milhões e alerta que o impacto pode ultrapassar o futebol. O debate agora chega ao centro da política esportiva e econômica do país. #Flamengo #PoliticaEsportiva
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