Festival do Rio 2026 transforma a música brasileira em protagonista nas telas
Festival reúne música, memória e cinema no Rio
Festival do Rio 2026 transforma a música brasileira em protagonista nas telas
Festival reúne música, memória e cinema no Rio
De 1º a 11 de outubro, o Rio de Janeiro volta a ser ponto de encontro do cinema brasileiro com a 28ª edição do Festival do Rio. Entre as muitas narrativas que ocupam as salas da cidade, a música aparece como uma das linhas de força da programação, aproximando biografias, memória, identidade e cultura popular em filmes que revisitam trajetórias de artistas e movimentos musicais.
Na Première Brasil, principal vitrine do cinema nacional dentro do festival, essa presença ganha diferentes formatos. O documentário “Elza”, dirigido por Eryk Rocha, chega à competição mundial com uma nova abordagem sobre a trajetória de Elza Soares. A produção integra a disputa de longas documentais e tem sessões programadas durante o festival.
Outro nome incontornável da música brasileira também ganha espaço com “Ney por Trás das Máscaras”, de Esmir Filho. Exibido na mostra Hors Concours da Première Brasil, o filme coloca Ney Matogrosso no centro da narrativa e amplia a presença da música dentro de uma programação que combina diferentes olhares sobre personalidades e manifestações culturais brasileiras.
A programação ainda apresenta “Aldir Blanc – Resposta ao Tempo”, de Marcus Fernando e Hugo Sukman, incluído na mostra Retratos. O filme recupera a trajetória do compositor e escritor, aproximando sua obra de uma perspectiva documental que também registra a relação entre música, literatura e memória cultural.
A música, entretanto, não aparece apenas em retratos biográficos. Em “Funk”, dirigido por Aly Muritiba e Sabothati, o universo do funk carioca serve como matéria-prima para uma ficção sobre duas gerações de mulheres e os dilemas de uma jovem funkeira diante da promessa de transformação em estrela. O longa integra a competição de ficção da Première Brasil.
O recorte musical se amplia ainda para produções como “Alucinação”, de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, também selecionado para a competição documental. A diversidade dos títulos revela um festival interessado não apenas em registrar artistas, mas em investigar como a música atravessa diferentes experiências brasileiras.
Ao colocar compositores, intérpretes, movimentos e gêneros musicais diante das câmeras, o Festival do Rio transforma a tela em espaço de preservação e reinvenção da memória. Em 2026, cinema e música novamente dividem o mesmo palco — e o público é convidado a ouvir essas histórias também com os olhos.
Quando a música vira cinema, a memória ganha novas imagens. 🎬 O Festival do Rio 2026 reúne filmes sobre grandes nomes da música brasileira e produções que mergulham em gêneros e movimentos que ajudam a contar a história do país. #FestivalDoRio #CinemaBrasileiro
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