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“Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” estreia mundialmente no Festival do Rio

 Documentário revela força humanitária em campo de refugiados

Do campo de refugiados ao Festival do Rio: Nação Ubuntu mostra que a esperança também pode ser filmada.  #CnemaO documentário expõe a crise humanitária e celebra a resistência dos refugiados no Malaui. #Linkezine

“Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” estreia mundialmente no Festival do Rio

 

Documentário revela força humanitária em campo de refugiados

 

O cinema brasileiro abre espaço para uma narrativa urgente e necessária: a estreia mundial de Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, marca presença na Première Brasil do Festival do Rio. A sessão acontece nesta segunda-feira, 5 de outubro, às 18h45, no Centro Cultural FGV, e inaugura uma trajetória que conecta arte, denúncia e esperança.

O documentário acompanha quatro jovens refugiados congoleses – Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly B. Zihalirwa e Frank Donatien – que transformaram o campo de Dzaleka, no Malaui, em um espaço de resistência e educação. Com apoio da ONG brasileira Fraternidade Sem Fronteiras, eles criaram o projeto “Nação Ubuntu”, que oferece oportunidades de aprendizado e dignidade em meio às condições precárias de vida.

Fontenelle, ao lado da produtora Iafa Britz, mergulhou na realidade do campo em duas etapas de filmagem, a primeira em 2020 e a segunda após a pandemia. A equipe conviveu com os refugiados, registrando não apenas a escassez de recursos, mas também a potência de iniciativas que nascem da própria comunidade. A presença da brasileira Clarissa Paz, que deixou o país para se dedicar ao trabalho humanitário, reforça o elo entre solidariedade e ação concreta.

O filme denuncia a crise humanitária que atinge milhares de pessoas na África, especialmente na República Democrática do Congo, marcada por uma guerra civil pouco noticiada. Ao mesmo tempo, evidencia a hostilidade enfrentada pelos refugiados no Malaui, impedidos de exercer profissões ou obter cidadania. A câmera de Fontenelle não suaviza a realidade, mas também não se limita à denúncia: revela a força de quem decide construir futuro mesmo em meio ao silêncio imposto.

Com consultoria de Renato Noguera, estudioso da causa negra e da história da África, o documentário amplia o debate sobre identidade, pertencimento e resistência. A produção da Migdal Filmes, com distribuição da Downtown Filmes, chega ao público como obra que ultrapassa fronteiras, reafirmando o papel do cinema como instrumento de transformação social.

Após a estreia no Festival do Rio, o filme terá sessões abertas ao público no dia 6 de outubro, seguidas de debate com o diretor e convidados. A estreia nacional está marcada para 12 de novembro, consolidando Nação Ubuntu como uma das produções mais relevantes do ano.

 

Do campo de refugiados ao Festival do Rio: Nação Ubuntu mostra que a esperança também pode ser filmada.  🎬Social #FestivalDoRio

 

 

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