Um dia que valeu por dois anos

A comitiva presidencial deixa o palácio do Planalto em direção ao Gabinete presidencial da República, em alta velocidade, sem parar para falar com os apoiadores do presidente, como é de costume. Assim inicia mais um dia em Brasília.   

Enquanto o Presidente dormia, a “Operação Anjo”, operação em conjunto com Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil de São Paulo, prendia em Atibaia seu ex-assessor e amigo Fabrício Queiroz, dentro do escritório de advocacia de Fedrerick Wassef.

Existe um bom motivo para Queiroz estar abrigado dentro de um escritório de direito, e o motivo é simples: o sigilo e a ética profissional que impedem que um advogado “delate” seu cliente, fornecendo informações sobre o mesmo. Assim, Wassef fez, mantendo sigilo ao dar várias entrevistas a emissoras, negando saber informações. Seria uma justificativa, mas o único detalhe é: Queiroz não era seu cliente.

A operação que prendeu Queiroz, nomeada “Anjo”, tem o mesmo apelido dado ao Wassef, pelo clã dos Bolsonarista. Será mera coincidência?  

O dia 18/06/20 realmente foi longo e cheio de tensão. Tinha chegado ao fim uma pergunta que o Brasil levou dois anos para responder: Cadê o Queiroz?

O preso foi levado de helicóptero de São Paulo ao Rio de Janeiro, para uma cela em Bangu, onde ficará por 15 dias de quarentena por conta do Covid 19.

No mesmo horário em que Queiroz estava sendo preso, agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro invadiram a marretadas, uma casa no subúrbio carioca. O objetivo era achar documentos que comprovassem o envolvimento de Queiroz em alguns inquéritos. O Ministério Público do Rio de Janeiro deixou a casa carregando gordos malotes.

O caso Queiroz está só no início e ainda falta muito para ser esclarecido, a polícia ainda não prendeu sua esposa que se encontra foragida. Faltam esclarecimentos do inquérito das “Rachadinhas” da Alerj e agora do malote encontrado na casa, no bairro de Oswaldo Cruz, antigo comitê de campanha do Flavio Bolsonaro.      

O terremoto chamado Queiroz deixou Brasília atônita e levou com ele o Ministro Abraham Weintraub. O Presidente almoçou com os deputados do Centrão para articular e entender o momento que está à sua frente. Weintraub era a pedra no sapato que o governo carregava, pois desde o início de sua gestão criou confusão e desavenças, principalmente depois que caiu nas graças da ala ideológica do governo, em especial dos filhos do presidente.

Foram inúmeros problemas até chegar ao limite. As ofensas feitas contra o STF e aos Ministros do Supremo Tribunal Federal. A sociedade pedia sua saída, os parlamentares pediam sua saída, Tábata Amaral do PDT cansou de pedir sua saída do MEC, mas nada acontecia! Queiroz teve que ser preso para Weintraub cair. Tomara que a saída desse pífio ministro não sirva de barganha para o Centrão continuar avançando e para o Presidente continuar tendo base em seu governo. Enfim, vamos continuar assistindo aos próximos capítulos dessa novela pandêmica.

            Educação é o futuro de uma nação!                                    

Sobre Josué Júnior (397 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Designer, é proprietário do site de conteúdo Linkezine , @linkezine . Dentro do site abaixo é possivel ver um pouco da atuação da Arte Foto Designer no mercado : https://www.omnistore.net.br/

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