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Investigação Criminal: Dona de Clínica é Acusada por Quatro Crimes Após Morte de Influenciadora em Procedimento Estético


Grazielly da Silva Barbosa, proprietária da clínica estética Ame-se em Goiânia, está sob investigação pela Polícia Civil de Goiás por quatro crimes distintos, relacionados à morte da influenciadora digital Aline Maria Ferreira, de 33 anos. Aline morreu após realizar um procedimento estético de aumento de glúteos com a investigada.

Crimes Investigados:

  1. Crimes contra as Relações de Consumo: Grazielly se apresentava como biomédica sem possuir qualquer graduação em ensino superior, induzindo pacientes ao erro e não fornecendo informações adequadas sobre os procedimentos e seus riscos.
  2. Exercício Ilegal da Medicina: Grazielly realizou procedimentos estéticos sem a devida qualificação ou autorização.
  3. Execução de Serviço de Alta Periculosidade: A realização de procedimentos estéticos arriscados sem a competência necessária.
  4. Lesão Corporal Seguida de Morte: A investigação apura se o procedimento estético foi a causa direta da morte de Aline Maria.

Detalhes do Procedimento e Morte:
Aline Maria Ferreira pagou R$ 3 mil para o procedimento de aumento dos glúteos, utilizando supostamente polimetilmetacrilato (PMMA). Segundo a delegada Débora Melo, testemunhas afirmam que o material utilizado foi o PMMA, apesar de Grazielly ter mudado sua versão várias vezes.

Após o procedimento, realizado em 23 de junho, Aline retornou a Brasília, mas começou a sentir dores intensas, fraqueza e febre. Em contato com a clínica, foi informada de que tais sintomas eram normais e deveria tomar medicação para febre. Com o agravamento do seu estado, Aline foi internada, mas infelizmente faleceu no dia 2 de julho após complicações graves.

Aline Maria Ferreira

Irregularidades na Clínica:
A clínica Ame-se foi interditada pela Vigilância Sanitária por operar sem alvará de funcionamento e sem responsável técnico. Durante a busca, a polícia não encontrou documentos que comprovassem entrevistas com pacientes ou registros de serviços prestados, indicando a falta de qualquer checagem de condições de risco dos pacientes.
A prisão de Grazielly da Silva Barbosa e a interdição de sua clínica expõem a gravidade de profissionais não qualificados realizando procedimentos de alto risco. As investigações continuam, aguardando a conclusão de laudos periciais que determinarão a substância utilizada e a relação direta do procedimento com a morte de Aline Maria Ferreira.

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