Entrevista com a Professora Lúcia França, do PSB, candidata a vice-prefeita de São Paulo para o pleito de 2024
Professora Lúcia é filiada ao PSB desde 1988. Aos 62 anos, nasceu na capital paulista, mas passou grande parte de sua vida em São Vicente. É professora desde os 18 anos, formada em pedagogia, e possui pós-graduação em Direito Educacional, Neurolinguística, e MBA em Liderança. Além de ser empreendedora, fundou uma escola em Praia Grande (SP). Lúcia também presidiu o Fundo Social de São Paulo (FUSSESP), órgão responsável por desenvolver autonomia e geração de renda para pessoas em situação de vulnerabilidade. Atualmente, está ao lado de Tabata Amaral na corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo.
Com vocês, a candidata a vice-prefeita pelo PSB, Professora Lúcia França!
Esse ano, o Município de São Paulo terá uma eleição nacionalizada. Diferente de outros municípios como o Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes deverá vencer no primeiro turno, em São Paulo não existe essa possibilidade. As pesquisas apresentam um cenário, mas o dia a dia é outro. Como o PSB vê as pesquisas de intenção de voto e como é visto esse dia a dia?
Professora Lúcia:
Primeiramente, as pesquisas estão oscilando de 5 a 15%, o que significa que a população ainda tem até o dia 6 de outubro para decidir. Em segundo lugar, sou a vice-prefeita de uma chapa inédita formada por duas mulheres. Sou professora e tenho muita experiência na vida pública também. Em relação à estratégia, os dois últimos debates deixaram em evidência quem está mais preparado e quem está fazendo campanha de forma honesta. Precisávamos desse espaço para o debate e para apresentar nossas ideias e propostas. O plano de governo foi escrito por um time de especialistas e é o mais completo.
Quem for eleito para prefeito de São Paulo terá que enfrentar alguns temas que já existem em outras gestões. Uma delas será a população de rua, os dependentes químicos, o aumento dos furtos de celulares, moradias em áreas de risco, enfim, muitas heranças malfeitas de antigas gestões que podem resultar negativamente ao final de 4 anos de mandato. Com esse contexto, como o PSB pode deixar o município de São Paulo longe de tantos erros?
Professora Lúcia:
No nosso plano de governo, o Programa Caminhos para a Dignidade será destinado à população em situação de rua, com foco em oferecer atendimento integrado e individualizado para garantir acesso aos direitos e autonomia. Além disso, a criação do “filômetro” para vagas de acolhimento em tempo real durante períodos críticos como o frio, e a ferramenta de avaliação sigilosa da qualidade dos serviços, são medidas essenciais. Também será criado o Condomínio de Serviços Sociais – PopRua, com atendimento agrupado de serviços de saúde, educação, assistência social, capacitação profissional, entre outros.
O plano propõe uma abordagem integrada para lidar com dependentes químicos, Cracolândia e cenas de uso aberto de drogas, oferecendo saúde, assistência social, segurança pública e urbanismo para eliminar essas áreas. Isso inclui atendimento especializado em saúde mental e dependência química, estratégias de moradia e assistência social, e equipes que reconectem os usuários com suas famílias. A proposta também busca ressignificar o uso dos territórios ocupados pela Cracolândia com atividades econômicas e sociais, criando o Distrito Eletrônico na Santa Ifigênia para promover atividades e negócios inovadores. Além disso, o plano prevê o combate inteligente ao crime organizado, a criação de um Centro de Justiça Restaurativa e a integração eletrônica entre a GCM e o Poder Judiciário para garantir o cumprimento de medidas judiciais.
O plano de habitação propõe criar uma plataforma digital para locação social e compra subsidiada de imóveis residenciais, simplificando e automatizando processos, com o governo atuando como fiador. Além disso, inclui medidas para garantir transparência na política habitacional, como a criação de um censo para medir o déficit habitacional e a fila da habitação. O plano também busca expandir programas de requalificação de moradias precárias, urbanização de áreas degradadas e proteção de áreas de mananciais.
A cada eleição existe um aprendizado. Qual o aprendizado tirado da última eleição para esta?
Professora Lúcia:
Recebemos mais de 720 mil votos na última eleição para Prefeito de São Paulo, e o aprendizado que tiramos dessa experiência foi a importância de estar cada vez mais conectados com as demandas reais da população. Entendemos que, além de apresentar propostas sólidas, é fundamental construir um diálogo contínuo com os eleitores.
Quando começar a contagem de votos e o PSB for para o segundo turno, haverá conversa com todos os partidos que participarão da eleição ou haverá restrição de alianças?
Professora Lúcia:
Nossas energias estão focadas em apresentar as propostas, falar com as pessoas nas ruas, explicar as ideias e entender as demandas da população. Só definiremos qualquer apoio após o dia 6 de outubro.

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