Entrevista com Igor Butman: 25 anos de paixão pelo jazz
Apresentamos Igor Butman, saxofonista, líder de banda e produtor mundialmente renomado, cuja carreira é uma das mais bem-sucedidas e impressionantes da história do jazz moderno. Embaixador Olímpico e um dos principais defensores da arte russa no cenário global, Butman é o líder da aclamada Moscow Jazz Orchestra e do Igor Butman Quintet.
Com uma agenda intensa, Igor Butman realiza frequentes apresentações nos maiores festivais internacionais de jazz ao redor do mundo. Como artista, lançou mais de dez álbuns como líder e co-líder, incluindo o icônico Magic Land (Sony Classical), que conta com lendas como Chick Corea, Jack DeJohnette e John Patitucci, e que se tornou um best-seller nos Estados Unidos, Alemanha e Rússia.
Além de seu trabalho como músico, Butman é um prolífico produtor de eventos internacionais de jazz, comandando onze festivais de alto nível, como o Triumph of Jazz e o World Jazz Festival em Riga. Também é proprietário do Igor Butman Jazz Club em Moscou, um dos 150 melhores clubes de jazz do mundo, segundo a DownBeat Magazine.
Nesta entrevista exclusiva, Igor Butman compartilha os marcos de sua trajetória, os desafios enfrentados e suas expectativas para o futuro da música. Prepare-se para conhecer um pouco mais sobre a vida e a arte de uma verdadeira lenda do jazz.
1. O Moscow Jazz Orchestra começou como o Igor Butman Jazz Orchestra no Le Club. Você poderia nos contar como surgiu a ideia de formar essa orquestra e como ela evoluiu ao longo dos anos?
Butman: Sim, a orquestra começou como Igor Butman Jazz Orchestra e nasceu no Le Club, onde tocávamos todos os domingos. Eu era o diretor artístico do clube na época, inspirado por lugares como o Village Vanguard, e decidi criar uma grande banda. Inicialmente, reuni músicos talentosos que já tocavam em clubes e em grandes bandas. Desde então, passamos por muitas fases, incluindo a transição do Le Club para o Igor Butman Club e, finalmente, em 2012, nos tornamos oficialmente a Moscow Jazz Orchestra com o apoio do Estado de Moscou. Hoje, a orquestra tem 25 anos e é uma grande honra ter percorrido esse caminho.
2. A trajetória da orquestra inclui momentos marcantes, mas também desafios. Quais foram alguns dos momentos mais difíceis e como vocês superaram esses obstáculos?
Butman: Tivemos desafios significativos, como a perda de dois jovens trompetistas em tragédias, problemas com substâncias e álcool entre alguns membros, e as dificuldades naturais de manter uma grande banda unida. No entanto, sempre procurei jovens músicos com energia e ambição para renovar e fortalecer a orquestra. Esses músicos trazem paixão e talento, como o nosso atual trompetista de 20 anos, que impressiona todos com sua habilidade. Apesar das dificuldades, nossa força vem da união, da música e do desejo de continuar crescendo.
3. Você mencionou grandes nomes como Wynton Marsalis e Randy Brecker. Como foi a experiência de colaborar com artistas tão renomados no cenário do jazz?
Butman: A colaboração com Wynton Marsalis foi um marco. Ele ouviu nossa orquestra pela primeira vez em 1999 e gostou dos arranjos, que na época eram feitos por mim, Vitaly Dolgov e Nick Levenovski. Três anos depois, fomos convidados para tocar na abertura da temporada no Jazz at Lincoln Center, junto com a banda dele. Foi uma experiência incrível e um reconhecimento que consolidou nosso trabalho. Randy Brecker também elogiou nosso baterista Edward Zizak, que está comigo há 25 anos e é um dos músicos mais versáteis e talentosos que conheço.
4. Olhando para o futuro, o que podemos esperar do Moscow Jazz Orchestra e do Igor Butman Club nos próximos anos?
Butman: Estamos sempre em busca de jovens talentos para renovar a música e trazer novas perspectivas ao jazz. O Igor Butman Club continua sendo um espaço de inovação e celebração do jazz em Moscou. A orquestra, por sua vez, mantém o compromisso de explorar novos sons e arranjos, honrando a tradição do jazz, mas sempre com um olhar para o futuro. Espero que continuemos a inspirar e a conectar pessoas por meio da música por muitos anos.



Parabéns para o jornalista pela entrevista
👏👏👏
Boa matéria 👍
Gostei da entrevista