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Carlos Lupi sob pressão: fraudes no INSS e o fantasma dos escândalos antigos

Fraudes bilionárias no INSS e uso de avião pago por ONG: Carlos Lupi, ministro da Previdência, volta a ser alvo de polêmicas. Já caiu por escândalos no passado — agora, está no meio de outro. Será que ele se segura?

Carlos Lupi sob pressão: fraudes no INSS e o fantasma dos escândalos antigos

 

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Carlos Lupi, atual ministro da Previdência no terceiro governo Lula, volta ao centro das atenções por um motivo nada nobre: seu nome aparece ligado a um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União revelaram que sindicatos cobraram R$ 6,3 bilhões de aposentados entre 2019 e 2024 sem autorização formal. E o que parece um escândalo recente tem raízes em velhas práticas — e no próprio histórico político de Lupi.

O novo escândalo
De acordo com as investigações, 70% das 29 entidades que tinham permissão para fazer descontos diretamente na folha dos aposentados não apresentaram ao INSS a documentação necessária. A auditoria da CGU revelou ainda um padrão: esses acordos de cooperação técnica (ACTs) não estavam sendo devidamente fiscalizados. O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado por ordem judicial e demitido logo depois por Lula.

E o detalhe que incomoda: dois membros dessas entidades com contratos suspeitos têm assento no Conselho Nacional da Previdência Social — órgão presidido justamente por Lupi. O ministro afirma que apenas nomeia os indicados formalmente, conforme determina a lei, e que não escolhe os nomes.

Um histórico marcado por controvérsias
Lupi não é estranho ao terreno das denúncias. Em 2011, já como ministro do Trabalho no governo Dilma Rousseff, ele foi acusado de ocupar dois cargos públicos simultaneamente e ser funcionário fantasma da Câmara dos Deputados. Também vieram à tona viagens em aviões alugados por empresários ligados a ONGs que depois receberam verbas do próprio ministério.

Uma das imagens mais emblemáticas daquele período mostra Lupi desembarcando de uma aeronave no Maranhão. A viagem teria sido bancada por um empresário cujo grupo de ONGs mantinha convênios milionários com o governo. À época, a justificativa foi de que o avião havia sido providenciado pelo PDT, partido do ministro.

A Comissão de Ética Pública da Presidência recomendou sua exoneração, e Lupi acabou pedindo demissão, alegando “consciência tranquila” e “honestidade pessoal”.

Relações políticas e discurso ambíguo
Mesmo com tantos episódios controversos, Lupi segue influente. Presidente do PDT desde 2004, herdou o cargo de Leonel Brizola, seu padrinho político. Está licenciado atualmente, mas nunca deixou de ser uma voz forte dentro do partido — e nas alianças políticas.

Curiosamente, apesar de estar em um governo petista, Lupi já disparou críticas ferozes ao PT. Em 2015, afirmou que o partido “roubou demais” e que seus programas sociais criaram dependência. Palavras que hoje ressoam em meio ao desgaste do novo escândalo, agora no centro da Previdência, pasta comandada por ele.

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